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Cai hoje o pano da II edição do Ciclo de Cinema Messu em Luanda

Os documentários “Republika”, de César Schofield Cardoso, “Canhão de Boca”, de Ângelo Lopes e uma “Vídeo-instalação multimédia” 8’30’’+2’30+1’30’’ encerram as sessões desta noite.

Mais de 10 obras, de seis países, designadamente Angola, São Tomé e Príncipe, Moçambique, Itália, Guiné-Bissau e Cabo Verde, continuam a dominar a II Edição do Ciclo de Cinema Messu no Banco Económico em Luanda. O ciclo aberto no passado dia 26 de Setembro com a exibição dos documentários “O Canto do Ossobó”, de Silas Tiny e “Deixemme ao menos subir às palmeiras”, de Joaquim Lopes, tem como comissária, Maria do Carmo Piçarra, professora universitária, investigadora e programadora de cinema. Celebra “A geração da utopia – Os cinemas das independências”, relembrando o internacionalismo cinematográfico e o pan-africanismo que uniu a “Geração da Utopia”.

As sessões contam com a projecção de obras nascidas no âmbito das lutas de libertação nacional na África de língua portuguesa, e incluem a apresentação de pesquisas actuais, realçando o cinema, a fotografia e a rádio usados como armas, pelas novas gerações nascidas no pós-independência, através das linguagens do documentário e da vídeo-arte e olham, retrospectivamente, para as marcas da vivência colonial, reflectindo sobre as novas identidades nacionais. Ainda no quadro desta II Edição do Ciclo de cinema Messu, será realizado esta tarde, um painel sobre “Dinamismo no cinema angolano enquanto arte, realismo, utopia ou militância”, envolvendo o crítico de cinema Edson Macedo e o produtor Paulo Azevedo.

A curadora

Maria do Carmo Piçarra, comissária desta II Edição do Ciclo de cinema Messu, é professora universitária, investigadora e programadora de cinema. Co-editora da ANIKI–Revista Portuguesa da Imagem em Movimento-foi adjunta da presidência do Instituto de Cinema, Audiovisual e Multimédia (1998-1999) português. Publicou, entre outros livros e artigos, “Azuis Ultramarinos”, “Propaganda Colonial e Censura no Cinema do Estado Novo” (2015), “Salazar Vai ao Cinema I e II” (2006, 2011), e coordenou, com Jorge António, a trilogia “Angola, O Nascimento de Uma Nação” (2013, 2014, 2015) e, com Teresa Castro, “(Re)Imagining African Independence. Film, Visual Arts and the Fall of the Portuguese Empire” (2017).

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