Editorial: Triste, mas real

Uma cerâmica que produzia quinze mil tijolos por dia, no Huambo, mais propriamente na Caála, está há cinco anos paralisada. O equipamento, testemunhou a ANGOP, está em boas condições, logo, há que pensar nas causas da paralisação. Mas, tratando-se da UNI CERÂMICA U.E.E, uma empresa pública, pensar também nas vantagens da privatização imediata. Desta e de muitas outras indústrias que quase nada acrescentam em ganhos para o Estado. É verdade que o mercado da construção civil está quase estagnado, mas também é verdade que o Estado não precisa de suportar este tipo de pesos. Seja como for, não deixa de ser um pouco o retrato actual da nossa economia. Um produtor improdutivo perante a síndrome do comprador.