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Artistas plasticos: Mumpasi Meso e Ricardo Kapuka transformam “Mu Seke” em arte, hoje, na galeria do MAAN, em Luanda

Os dois artistas terão, durante quatro semanas, e sem horários, experimentado novas técnicas e escrito novas narrativas nesta residência.

Os artistas Mumpasi Meso e Ricardo Kapuka inauguram hoje, às 18 horas e 30 minutos, na Galeria de Artes do Memorial Dr. António Agostinho Neto, a exposição colectiva “Mu Seke”. A mostra, que estará aberta ao público até 28 deste mês, é constituída por mais de 12 obras com temáticas ligadas ao Mu Seke, envolvendo técnicas mistas como o spray, pintura, colagem, instalação, vídeo e áudio. O produtor e comissário da exposição Dominick Tanner, indagado esta Quinta-feira por OPAÍS, referiu que o projecto, que vai agora na sua II edição, procura desconstruir conceitos e reconstruir matéria em forma de Mu Seke no Memorial António Agostinho Neto, através do trabalho de dois artistas convidados que, por cima da chapa e da madeira, irão (re)criar obras em conjunto e em separado, em complemento e em conflito um com o outro. Salientou que como activistas das ruas deste Mu Seke, do seu imaginário, com pouca ou nenhuma ideia pré-concebida, os dois artistas terão, durante quatro semanas, sem horários, experimentado novas técnicas, e escrito novas narrativas nesta residência.

Trata-se de um projecto inovador nas Artes em Angola, cujas sinergias entre os dois artistas são maximizadas e o resultado da combinação de dois elementos é maior do que a soma dos resultados que esses elementos teriam separadamente. A palavra musseque tem origem no kimbundo mu seke e significa “areia vermelha”. Tipicamente, o musseque é fechado sobre si mesmo, num entrelaçado complexo e orgânico de ruelas, “pracetas” e corredores.

Os artistas Meso Capinga Mumpas

Nasceu na província do Zaire em 1984. A sua inspiração para as artes surgiu do pai, o pintor Za Meso Mumpasi, com quem aprendeu a pintura de mosaico sobre pedra. Em 2009 licenciou-se em pintura pela Academia de Belas Artes de Kinshasa, na República Democrática do Congo (RDC). No mesmo ano formou-se em batik de cera na Utexafrica, Kinshasa, também na RDC. Tem como filosofia a espontaneidade e evoca a eternidade que interpreta em cada momento da consciência humana, assim como a esperança e o amor.

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