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SINPROF exige ao Governo que não ignore tempo de serviço dos filiados

O presidente do Sindicato Nacional dos Professores, Guilherme Silva, garantiu, ontem, em Benguela, na abertura do VII Conselho Nacional da sua organização, que vai exigir ao Governo que não ignore o tempo de serviço dos filiados durante a transição para o novo Estatuto da Carreira Docente

POR: Constantino Eduardo, em Benguela

O líder sindical, que promete lutar arduamente para a valorização dos professores em Angola, mostra-se preocupado com aquilo que considera de imposição do Ministério da Educação para a aceitação do novo Estatuto de Carreira sem, no entanto, ter-se em conta o tempo de serviço dos associados. Nesta senda, o responsável considera fundamental o papel que a sua organização sindical desempenha, visando, deste modo, corrigir o que está mal, para a salvaguarda dos interesses dos trabalhadores pela entidade patronal. “As conquistas sociais que continuam a marcar a nossa vida social e profissional constituíram sempre o resultado da acção do Sinprof’’, gabou-se, para quem a instituição sindical afigura-se num agente imprescindível para a concretização de novos avanços.

Guilherme não descarta a possibilidade de se partir para uma greve, embora tenha dito que o facto está dependente de uma reunião com o Governo que deverá realizar-se a 18 deste mês, salientando, por outro lado, que o Executivo, está a tentar impor aos professores uma transição, tendo em conta apenas o nível de habilitações literárias, modalidade que a sua organização reprova. “Antes da aprovação do Estatuto, constava a questão do tempo de serviço, agora fomos surpreendidos com um draft diferente daquele que a gente tinha defendido’’, pontualiza. Segundo o sindicalista, a maior preocupação dos mais de 80 mil filiados prende-se com os moldes de transição para o novo Estatuto, que não obedece ao que se acordou com o Governo. O responsável confessa que a instituição sob sua jurisdição foi surpreendida com essa medida, lamentando, entretanto, o facto de não ocorrerem promoções há anos.

Uma outra preocupação, não menos importante, manifestada por Guilherme, tem a ver com aquilo que chama de partidarização das instituições públicas, facto que, no seu ponto de vista, afundou a qualidade de gestão das escolas do país. O responsável denunciou a existência de líderes sindicais cujos discursos desincentivam a possibilidade de uma paralisação geral, tal como vem fazendo o próprio sector da Educação. “Por isso continuamos a denunciar aqueles que ciclicamente, e agora de novo, pretendem diminuir a nossa força’’, disse, numa clara alusão à conferência de imprensa promovida pelo presidente da Federação dos Sindicatos da Educação, que se realizou em Benguela há dias.

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