Antigo director do SIC/Huíla nega acusações em Tribunal

O primeiro dia de julgamento dos cinco réus acusados de peculato e abuso de confi ança, na cidade do Lubango, província da Huíla, foi marcado pela negação das acusações

POR: João Katombela, na Huíla

De entre os cinco réus, destaca- se o antigo director provincial do Serviço de Investigação Criminal (SIC) da Huíla, Alberto Gonçalves Suana, de 61 anos, que foi o primeiro a ser ouvido na primeira sessão de julgamento, ontem, no Instituto Superior Politécnico Gregório Semedo. Amadeu Suana está a ser acusado pelo Ministério Público (MP) de ter cometido o crime de peculato, corrupção e desvio de 123 camiões cisterna de combustíveis, cada um com a capacidade de 35 mil litros. Segundo o Ministério Público, o antigo director provincial do SIC terá ordenado que um camião cisterna com tal capacidade fosse transportado para a empresa GALEANGOL, que foi constituída como fiel depositária.

Contra o antigo homem forte do SIC pendem ainda acusações de ter orientado a venda de 14 mil litros de gasóleo, mas este negou todas as acusações durante a audiência presidida pelo juiz da causa, Marcelino Tyamba. “Estou a ser acusado por um crime que não cometi. Não mandei vender o combustível, não recebi dinheiro e não devolvi dinheiro algum, como faz referência o despacho da pronúncia”, disse perante o juiz.

O réu reconheceu ter cometido “uma falha” no exercício das suas funções na data dos factos, por não ter acompanhado a tramitação deste processo do caso “combustíveis da Huíla”. Amadeu Suana culpabilizou o então chefe de departamento das operações do SIC, Adão Domingos António, por não lhe ter reportado o desenvolvimento deste processo. “Eu fui informado da apreensão dos camiões pelo Adão, por volta das 23 horas ou meia-noite. Dei orientações para que ele fosse levar a mercadoria para um local seguro, dado o período em que foi apreendida”, defendeu-se.