Carta do leitor: Comer bife da vaca angolana diversifica a economia

Caros amigos, quando correu o mujimbo de que tinha entrado carne podre do Brasil no nosso país, o Governo do outro senhor disse que não era verdade. Não sei como apuraram isso tão depressa. Mas se entrou, também já comemos. E estamos vivos. O povo é que tem razão, o que não mata engorda. Mas temos de pensar bem como fazer o controlo dos produtos que o país importa, seja de onde vierem, mesmo sabendo que quando o assunto é dinheiro o amor ao próximo até parece horizonte, ao qual nunca podemos chegar. Ora, foi por altura do aludido caso da carne podre que pensei no gado angolano. Por que razão não comemos carne de bois angolanos, esses com pai e mãe conhecidos? Não me parece que seja mais perigoso do que comer a carne que vem pelo mar… Por isso exortamos ao Governo e aos fazendeiros para fazerem todos os possíveis para se vender cada vez mais carne angolana. E agora, com diversificação da economia e com o novo discurso de João Lourenço, que quer mais empresários e mais comida na mesa dos angolanos, espero que tudo isso se realize e que daqui a pouco sejamos nós a exportar comida, mas com mais seriedade do que os brasileiros.