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Número de mortes prováveis por ébola no Congo sobe para 135

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde da República Democrática do Congo, o número de mortes no país subiu para 135, sendo que, do número total, 100 casos ocorreram devido ao vírus Ébola.

O número de mortes prováveis devido ao vírus do Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) subiu para 135, depois da morte de cinco pessoas no Sábado, segundo os dados divulgados pelo Ministério da Saúde do país. De acordo com os números divulgados na noite de Domingo, do número total de mortes, foi confirmado em laboratório que uma centena ocorreu devido ao vírus da febre hemorrágica do Ébola. Dois meses e meio depois de ter sido declarada esta nova epidemia nas províncias de Kivu do Norte e Ituri, o surto começou uma nova onda “de alto risco” na cidade de Beni. “A epidemia em Beni é de alto risco e a situação é preocupante”, informou então o ministro da Saúde, Oly Ilunga, que assegurou: “ainda assim, não sabemos a escala da mesma, (mas) o epicentro que estava em Mangina, está agora em Beni”. Embora as duas cidades estejam a 20 quilómetros, a proximidade de Beni com o Uganda aumenta o risco de propagação com países vizinhos, tal como a presença de grupos armados e a violência em Kivu do Norte.

O ministro assinalou que entre os factores responsáveis desta segunda onda do Ébola estão a rejeição social face ao vírus, a insegurança que se verifica na zona o que leva a fluxos migratórios de deslocados – e a maior confiança em curandeiros do que em trabalhadores humanitários. “Continuamos a ver casos de pessoas que primeiro visitam curandeiros, que combinam as medicinas modernas e tradicionais e tardam em ir a centros de tratamento, o que torna mais difícil salvá-los”, afirmou na Sexta-feira o porta-voz da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tarik Jasarevic. Outras entidades, como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), têm concentrado os seus esforços em locais como escolas, onde tanto professores como alunos aprendem a identificar os sintomas do Ébola e comportamentos como a lavagem de mãos, que depois transmitem e entre familiares. Várias equipas de sensibilização têm tentado reduzir a rejeição junto de líderes tradicionais locais, incluindo nas suas missões com sobreviventes do vírus, de modo a demonstrar que a doença pode ser curada caso seja tratada a tempo.

O vírus do ébola é transmitido por contacto directo com o sangue e fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, causando hemorragia grave e tem uma taxa de mortalidade de 90%. O surto de ébola foi declarado no dia 1 de Agosto nas províncias de Kivu do Norte e de Ituri, no Norte da República Democrática do Congo. Trata-se do segundo surto declarado em 2018, oito dias depois de Oly Ilunga ter declarado o fim da epidemia que se registou anteriormente, no Oeste da República Democrática do Congo. A pior epidemia desta doença conhecida no mundo foi declarada em Março de 2014, com os primeiros casos que remontam a Dezembro de 2013 na Guiné Conacri e que, posteriormente, se expandiu para a Serra Leoa e Libéria. A Organização Mundial de Saúde (OMS) sinalizou o fim da epidemia em Janeiro de 2016, depois de registar 11.300 mortes e mais de 28.500 casos, embora a agência da ONU tenha admitido que estes números podem ser conservadores diante da situação encontrada naqueles países africanos.

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