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De Luanda para Windhoek com a Macon por 24.400 Kwanzas

A companhia angolana de transporte rodoviário Macon inicia formalmente, esta Quarta-feira, as suas operações a partir da Namíbia para Angola e Katima Mulilo na fronteira namibiana com a Zâmbia, garantiu a OPAÍS o director-geral da empresa, Luís Máquina, na cidade de Windhoek.

Segundo o director-geral da companhia, representantes dos ministérios dos Transportes, do Território e o governador de Windhoek deverão participar na cerimónia, assim como o ministro conselheiro da embaixada angolana, Fernando Miguel, em representação do embaixador angolano na Namíbia. A Samicon, parceira da Macon no negócio, também terá um representante, assim como entidades religiosas locais. Depois do acto de início formal das operações está agendada a saída do primeiro autocarro com passageiros com destino a Angola, estando em curso, ao mesmo tempo que se preparam as condições da cerimónia, a venda de bilhetes aos primeiros passageiros que viajarão até à fronteira de Santa Clara.

Daí em diante, segundo o seu director, a Macon operará três frequências que partirão de Windhoek às Segundas, Quartas e Sextas-feiras para Luanda e daqui para a capital namibiana às Segundas, Quartas-feiras e Sábados. Transporte de encomendas e carga ligeira, além da bagagem dos passageiros é, por enquanto, o foco do seu trabalho. Estudos podem determinar a viabilidade de se introduzirem camiões para o transporte de carga pesada no futuro. Os passageiros terão eles pessoalmente de tratar dos expedientes migratórios e alfandegários nos postos fronteiriços dos dois lados.

As tarifas a praticar vão de 16.100 Kwanzas de Luanda até Santa Clara e 24.400 Kwanzas até à capital namibiana, numa viagem em que a companhia garante, segundo Luís Máquina, entretenimento, seguro para os passageiros e, claro da viatura, bem como o cumprimento dos horários programados. Partindo da capital namibiana, o bilhete de passagem terá um custo de 920 Rands ou dólares namibianos para a viagem até Luanda e 320 até Oshakati. Na mesma altura, será aberta a carreira para Katima Mulilo, na Faixa de Caprivi, na fronteira com a Zambia que pode beneficiar também angolanos a partir do Rundu, segundo explicou, assim como namibianos e zambianos, podendo este no futuro beneficiar de uma base de operação a partir do seu próprio país. Nesta rota as frequências partirão de Windhoek às Segundas, Quartas e Sextas-feiras e partirão de Katima mulilo às Terças, Quintas- feiras e Domingos, em direcção a Windhoek. Nestas duas rotas, segundo o director-geral, a Macon estima transportar não menos de 800 passageiros com uma taxa de ocupação de 60 por cento todos os meses.

A companhia tem como objectivos, segundo Luis Máquina, alargar o processo de internacionalização da sua actividade com a inserção em vários mercados da região Austral. “Ainda este ano vamos na República Democrática do Congo a partir do Luvo e do Yema”, disse, acrescentando que a conflitualidade crescente nesse país não inibirá a Macon de ali operar, porque “os estudos feitos indicam que há mercado promissor”. Além do treinamento dos motoristas a companhia também avançou que eles serão monitorados por sistema de posicionamento global (GPS). Os potenciais passageiros podem fazer as suas reservas de bilhetes de passagem pelo contacto telefónico 264 61 244 031 ou dirigirem- se pessoalmente nas suas instalações situadas na número 18 Joule Street, Southern Industrial Area, em Windhoek. Em Angola pode ser usado o contacto 936789173 ou o sítio www.macontransp. com.

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