O ciclo que continua a ser marcado por curiosidades e intervenções de estudantes ávidos em elevar os seus níveis de conhecimento entra hoje no seu segundo dia, com discussões em torno de temas como “Linguística Africana”, “O Uso de Material de Recuperação dos Objectos de Culto Kongo”, entre outros

O ciclo que continua a ser marcado por curiosidades e intervenções de estudantes ávidos em elevar os seus níveis de conhecimento entra hoje no seu segundo dia, com discussões em torno de temas como “Linguística Africana”, “O Uso de Material de Recuperação dos Objectos de Culto Kongo”, entre outros

Texto de: Augusto Nunes

Uma aula académica, assim é caracterizado o ciclo de conferências que ontem iniciou no Centro Cultural Brasil – Angola, com debates em torno das diversas fases da Antropologia em Angola.

O ciclo, que tem como oradores Mazambi Vúvu Fernando, docente da Universidade Agostinho Neto, o Professor Doutor Jean de Dieu Nsondé, especialista da História do Reino do Kongo, radicado em Guadalupe, entre outros. Reúne antropólogos, sociólogos, diplomatas, estudantes da antropologia, de história e de ciências sociais, e jornalistas.

Curiosamente, ontem, dia de abertura deste ciclo de conferências, foi possível observar a enorme satisfação dos estudantes que, pela importância, impacto e dimensão dos temas, procuravam dissipar as suas dúvidas, intervindo em cada um dos temas, e tudo na perspectiva de elevar os seus níveis de conhecimento.

É o caso do jovem Alberto Joaquim Gonçalves, estudante de Antropologia, na Universidade Agostinho Neto, que, ao enaltecer a iniciativa das embaixadas da França e da Alemanha em Angola, promotoras do evento, disse ter retido muita informação sobre assuntos de antropologia. “Recordo que Antropologia é muito importante, não só no contexto histórico, mas também cultural, e é aplicada em vários ramos. É necessário que haja a presença do próprio antropólogo nas questões administrativas e nos museus, de modo a contribuir para a relevância do seu papel”, disse.

O estudante manifestou-se contra a ausência do antropólogo em várias instituições, situação de que, no seu entender, pouco ou nada se tem falado, devido ao pouco conhecimento que se temdessa lacuna. Alinhando no mesmo diapasão, o também estudante de antropologia Cláudio da Costa Fonseca referiu que está a aprender muito nesta conferência e que eventos do género sejam promovidos mais vezes. Salientou que o ciclo está a ser uma grande escola e cada tema apresentado é mais um conhecimento que se tem pela frente.

Ontem, os debates concentraram- se nos temas sobre as diferentes fases da Antropologia em Angola, “A Contribuição do Futuro Museu do Reino do Kongo na Preservação do Património Cultural” e “O Uso de Material de Recuperação dos Objectos de Culto Kongo” Hoje, Quarta-feira, os debates desenrolar-se-ão sobre os temas, “Linguística Africana”, “O Uso de Material de Recuperação dos Objectos de Culto Kongo”, “Colecções do Museu Nacional de Antropologia” e “A Estética do Reino do Kongo”. O colóquio, organizado no âmbito da valorização do património cultural angolano, conta com o financiamento do Fundo Cultural Franco-Alemão.-