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Autarquias vão ampliar espaço de partilha de poder

ADRA promove 21º encontro das comunidades com a finalidade de analisar o grau de cumprimento das recomendações do encontro de 2017 e partilhar as boas práticas de desenvolvimento local sustentável.

A implementação das autarquias em Angola, a partir de 2020, vai permitir ampliar o espaço de partilha de poder, favorecendo, assim, o desenvolvimento nacional, disse ontem, Quarta-feira, na cidade do Huambo, a directora local da ADRA, Cidália Gomes. Discursando na abertura do 21º encontro das comunidades promovido pela organização não-governamental que dirige, informou, ainda, que as autarquias vão trazer mais transparência na gestão dos fundos públicos e melhor fiscalização das acções do Governo.

A julgar pela importância das mesmas, Cidália Gomes defendeu a necessidade da população ser mais informada, para assegurar a sua efectiva participação no processo autárquico, cujo modelo de implementação ainda não foi definido. Considerou indispensável que se discutam questões sobre a forma como as comunidades vão participar nos espaços de concertação municipal, criação de espaços existentes nos municípios que ligam as opções de desenvolvimento e a participação dos cidadãos nas autarquias e a natureza dos projectos económicos de incidência municipal. Para a directora da ADRA na província do Huambo, não obstante as dificuldades ainda existentes no país, o meio rural vem dando sinais de progressos significativos, numa conjugação de esforços entre as acções do Governo e dos seus parceiros sociais, dos quais a ADRA é parte integrante.

Informou que a intervenção da ADRA nesta região do país já dura há mais de 20 anos, abrangendo, actualmente, os municípios da Caála, Longonjo e Bailundo, apoiando directamente 46 associações, 12 cooperativas, um total de 2.595 membros das comunidades, dos quais 1.597 homens e 998 mulheres, e indirectamente 12.205 famílias. Cidália Gomes deu a conhecer que esta organização não-governamental tem prestado apoio a iniciativas económicas, através das caixas comunitárias de crédito, cujos recursos financeiros permitam a implementação de actividades geradoras de rendimentos das famílias e reforçam, cada vez mais, as dinâmicas associativas e cooperativas. Estão a participar no encontro das comunidades 100 pessoas, em representação de partidos políticos, associações de estudantes universitários e de administrações municipais, cuja finalidade é analisar o grau de cumprimento das recomendações do encontro de 2017 e partilhar as boas práticas de desenvolvimento local sustentável.

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