Chineses e angolanos analisam negócios

Um Workshop que terá lugar hoje, a partir das 8 horas, vai analisar temas como a situação macroeconómica que o país atravessa, a relação bilateral entre Angola e a China, numa altura em que os dois países avançam para um novo modelo de cooperação.

O mercado angolano é o destino preferencial de muitas empresas chinesas que pretendem investir em África, ao passo que os angolanos apostam na China no intuito de buscar novas tecnologias e parceiros para investimentos. Por isso, arranca hoje um Workshop que vai reunir empresários dos dois países. O encontro é extensivo a todos os investidores chineses, desde empresas públicas chinesas a empresas privadas. Para este evento, sublinha a organização, o alvo principal são as empresas privadas, para com elas fortalecer a penetração no mercado angolano. Em análise estarão temas como a situação macroeconómica que o país atravessa, a relação bilateral Angola-China, numa altura em que os dois países avançam para um novo modelo de cooperação.

De acordo com a informação da organização, a “análise económica face à nova política cambial implementada pelo Banco Central e a comparação com os outros mercados a nível de África, sobretudo a Nigéria, também fazem parte dos temas que serão discutidos “Serão feitos exames à implementação e solução bancária dos acordos já assinados, ao acompanhamento não somente do sector Power&Infastructure (P&I) maior dominador das maiores empresas chinesas, como também nas áreas de investimento, indústria, agricultura e agro-indústria e todos os outros sectores com capacidade de substituir a necessidade de importação de mercadorias”, avança a organização do evento. Importa referir que o evento visa anunciar o alargamento da cooperação entre Standard Bank de Angola e o Industrial and Commercial Bank of China (ICBC), para melhor posicionamento em relação às instituições financeiras locais.

Volume de crédito

Estima-se que a China concedeu a Angola, desde 2002, um montante superior a USD 23 mil milhões, dinheiro que foi aplicado em muitos projectos ligados à Reconstrução Nacional, que teve lugar depois do fim do conflito armado. Na sua última visita de Estado à China, realizada na passada semana, sabe-se que o Presidente João Lourenço e a sua equipa conseguiram mais uma linha de crédito estimada em USD 2 mil milhões.