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Macon é companhia internacional

Com o corte de fita e abertura de champanhe às 12 e 15 minutos, hora local, em meio a uma forte salva de palmas de trabalhadores eufóricos, a Macon iniciava o ambicionado passo formal para a sua internacionalização que vai permitir estabelecer ligações rodoviárias com Luanda e Katima Mulilo, na fronteira com a Zâmbia.

Depois deste acto e segundo a direcção da Macon, às 17 horas locais partiu oficialmente o primeiro autocarro de passageiros com destino à fronteira de Santa Clara e daí tomarem outro que os levará até Luanda, numa viagem que durará em média entre 35 e 40 horas, para a ligação das duas capitais. Interrompida a fase experimental que durou três meses em 2013, já com bastante aceitação na altura, desta vez o escritório em Windhoek passa a designar-se Macon Namíbia a ser liderado por Samiki Nujoma. O agora parceiro da empresa angolana reconheceu, no seu discurso durante a cerimónia, os conflitos e as discussões do passado até que tomaram a liberdade e sensata ideia de unificar a Samicon e a Macon Angola, constituindo a nova base operacional de Windhoek.

Para o empresário, “é uma pedra preciosa que foi alcançada, que reforça a crença de que os africanos, sobretudo os da região Austral, trabalhando juntos ao longo das fronteiras seremos capazes de alcançar o desejado progresso e crescimento económico e haverá mais prosperidade para os nossos dois povos”. Após congratular o facto de o governo namibiano ter prontamente disponibilizado as licenças para a exploração do serviço, sublinhou que estão capacitados para garantir transportação segura da população namibiana com conforto, convidando os seus concidadão a chegarem até à Macon Namibia e beneficiar da experiência do bom serviço que têm para oferecer. Optimismo no crescimento da empreitada O director-geral da Macon Angola, Luís Máquina, muito optimista nas suas palavras, lembrou o nascimento da empresa em 2001, a sua evolução em meios e pessoal empregado ao longo dos anos e que agora alcança esta dimensão internacional para encorajar os 28 trabalhadores de Windhoek a empenharem- se, ter fé e esperança no desenvolvimento da empresa na Namíbia. Precisou que com o início deste processo de internacionalização em Windhoek é a primeira de outras que se seguirão, a empresa projecta aumentar a oferta de mais oportunidade para namibianos, angolanos e zambianos.

A escolha da Namibia foi ditada por imperativos geográficos, históricos e irmandade, pois, na verdade, a ambição da Macon é de explorar outros mercados. “Este ano, a Macon inaugura a segunda rota internacional entre Angola e RDC a partir dos postos fronteiriços do Luvo, na província do Zaire, e do Yema, em Cabinda, até Kinshasa”, disse Luís Máquina que adiantou já estarem estudos em curso em relação aos mercados da Zâmbia, Botswana e África do Sul que “tencionamos contemplar em 2019” novas rotas internacionais. Questionado sobre a volatilidade da segurança na RDC que tem em vista a realização de eleições gerais, cujos sinais possível instabilidade pós-eleitoral, o gestor disse que a prospecção do mercado foi feita há quatro anos e o estudo indicou haver mercado para a actividade de transportação de passageiros. Em todo o caso, disse, “Entraremos de forma tímida e vamos avaliar o evoluir da situação política”, disse o gestor. O ministro conselheiro da embaixada de Angola na Namíbia, Fernando Miguel, reiterou a abertura do mercado angolano ao investimento estrangeiro e exaltou a parceria ora celebrada entre a Samicon e a Macon, considerando-a um exemplo a seguir quaisquer outras empresas públicas ou privadas, quer o façam individual quer estabeleçam parcerias com empresas angolanas.

A fechar, discursou o representante do ministro dos Transportes, Robert Kalombo, que recorreu à História para afirmar que viajar é um direito humano fundamental, por ser uma necessidade humana que começou desde tempos imemoráveis, e nesta era tem impacto apreciável na melhoria da qualidade de vida. “A Macon servirá não só a Namíbia e Angola, mas a SADC com impacto no turismo e desenvolvimento económico em geral”, disse Robert Kalombo que encorajou outros investidores a explorarem outros corredores rodoviários. Era notória a alegria entre os 28 funcionários recrutados localmente por uma empresa que depurou 28 de uma inscrição inicial de mais de mil candidatos, mas entre os novatos há quem esteve durante os últimos cinco anos sempre às ordens da casa enquanto se aguardava pela regularização da situação da empresa.É, por isso, um veterano. Armando Manuel é motorista e expressou a sua alegria pelo feito acabado de testemunhar, “Estive à espera desse lugar, esperamos muito tempo e agora estou muito contente. Deus deu-me de volta o meu emprego”, disse.

Macon e a história

A empresa foi fundada a 25 de Maio de 2001 com 25 autocarros em operação e emprega 150 trabalhadores. Até hoje, a Macon cresceu ao ponto de proporcionar 2800 empregos directos e 500 indirectos, e ter uma frota de 650 autocarros. Diariamente transporta 7 mil passageiros nas rotas inter-provinciais. Na Namíbia, tenciona estabelecer parcerias com guest houses para facilitar a acomodação de passageiros que viajem em turismo ou tratamento médico, mediante a apresentação do voucher da Macon.

 

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