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Primeira-dama insta Executivo a investir no desenvolvimento da mulher rural

Mensagem de Ana dias Lourenço por ocasião do Fórum Nacional da Mulher Rural e das Microfinanças em que espelha as suas ideias de como enquadrar a abordagem da problemática deste segmento da sociedade no contexto do desenvolvimento económico e social integrado e sustentável.

A primeira- dama da República, Ana Dias Lourenço, defendeu que o Executivo angolano preste mais apoio e investimento à mulher rural, como a principal força de funcionamento das economias agrárias familiares. “Em geral, a posição e o papel da mulher em Angola são desvalorizados e subalternizados e no que toca ao segmento rural é muito mais”, disse Ana Dias Lourenço numa mensagem por ocasião do Fórum Nacional da Mulher Rural e das Microfinançass, em que espelha as suas ideias de como enquadrar a abordagem da problemática deste segmento da sociedade no contexto do desenvolvimento económico e social integrado e sustentável. “São estas mulheres a principal força de funcionamento das economias agrárias familiares e às quais os apoios governamentais não têm sido suficientemente substantivos e sustentáveis. Assim, espero que deste Fórum saiam contribuições que passam ajudar a melhorar a eficácia das políticas públicas do Executivo”, frisou.

Segundo Ana Dias Lourenço, a Organização das Nações Unidas dedicou o ano de 2018 à Mulher Rural, como reconhecimento do papel deste peculiar agente económico que nos países menos desenvolvidos tem sob os seus ombros tarefas importantes e diversas na sociedade, mas sobretudo na família. Segundo ela, costuma ser, em muitos casos, a mulher rural, a principal fonte do rendimento familiar, por meio do trabalho nas lavras e nas pequenas unidades de produção agrária. Por sobrevivência ou conscientes do seu papel no tecido produtivo nacional, as mulheres rurais constituem-se em pequenas unidades de produção/comercialização, muitas vezes com uma organização precária, com uma relevância enorme no funcionamento da economia nacional, no processo de criação de valor e principalmente na salvaguarda da sobrevivência da família rural e dos valores tradicionais associados.

Na sua óptica, para regenerar o agropecuário e conferir capacidade para fixar as populações, desenvolver a agricultura familiar e reconhecer o tremendo papel da mulher rural, em todo o contexto de adversidades, por um lado, e de oportunidades e desafios, por outro, afigura-se primordial o investimento, as modalidades do seu funcionamento e a criação de infra-estruturas agrárias. “Outra palavra-mágica é a infra- estrutura agrária. Sem investimento – que se coloca no princípio do processo de produção – e sem infra.estrutura (que confere rendibilidade ao investimento), as tendências de desequilíbrio demográfico e económico entre o interior e o litoral vão continuar a acentuar-se no futuro.E é aqui que se tem de colocar a questão das microfinanças, e do associativismo, como modalidades de apoio ao desenvolvimento da actividade produtiva das mulheres rurais”, sublinhou. Para si, a melhoria do bem-estar dos cidadãos e da qualidade de vida das famílias angolanas, a redução da pobreza e das desigualdades e a promoção do nível de desenvolvimento humano, são condições essenciais para o progresso económico e social do país.

Neste contexto, acrescentou o desenvolvimento local como forma de reduzir a pobreza no meio rural e o empoderamento da mulher, que devem ser vistos como as apostas do Governo para conferir e reconhecer às mulheres rurais o seu papel na construção de uma sociedade mais justa e equilibrada. “Para estes desafios estarei sempre disponível, na convicção de que juntas poderemos alcançar os objectivos preconizados por todos nós para o bem estar e melhoria da qualidade de vida das Famílias Angolanas”, conclui. Em 2014, a preocupação com o papel da Mulher Rural levou a uma ampla consulta nacional, que resultou num conjunto de recomendações em matérias de políticas públicas diversas, nomeadamente o papel deste agente na agricultura familiar, necessidade de facilitar os meios de funcionamento – com produtividade – necessários ao aumento da produção, a formação, entre outros aspectos. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a população em 2017 foi estimada em mais de 28 milhões de habitantes, dos quais 36,5%, foram considerados como vivendo no campo e do campo, sob a designação de população rural, que consiste em cerca de 10 milhões e 400 mil pessoas.

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