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Turquia faz nova busca em consulado saudita, e ministros europeus cancelam visita a Riade

A Turquia fez uma segunda busca no consulado da Arábia Saudita em Istambul, na madrugada desta Quinta-feira, como parte de um inquérito sobre o desaparecimento do jornalista saudita Jamal Khashoggi, e os ministros das Finanças da França e da Holanda cancelaram participação numa cúpula de investimentos em Riade em meio a críticas globais ao reino.

Autoridades turcas disseram acreditar que Khashoggi —que mora nos EUA e é colunista do Washington Post e crítico do príncipe herdeiro da coroa saudita, Mohammed bin Salman— foi assassinado no consulado saudita de Istambul a 2 de Outubro e que o seu corpo foi removido. A maneira como aliados ocidentais lidarão com a Arábia Saudita dependerá do grau de responsabilidade que atribuem ao príncipe Mohammed e às autoridades sauditas pelo caso. Outras nações ocidentais expressaram preocupação com o desaparecimento do jornalista, mas também enfrentam uma situação delicada devido aos seus negócios com o maior exportador de petróleo do mundo.

O ministro das Finanças francês, Bruno Le Maire, disse ontem, Quinta- feira, 18, que cancelou a sua ida à conferência de investimento em Riad na próxima semana, afirmando à televisão que “as condições não são adequadas”. O seu homólogo holandês, Wopka Hoekstra, também descartou comparecer, disse a agência de notícias ANP, e o Governo da Holanda cancelou uma missão comercial que iria à Arábia Saudita no mês que vem. O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse que os seus planos de participação na conferência em Riade seriam reavaliados ontem, depois de as autoridades norte-americanas term uma chance de consultar Pompeo. Os planos de comparecimento do secretário de Comércio britânico, Liam Fox, não foram confirmados, disse um porta-voz.

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