“Freak de L’Afrique”: dos grandes palcos mundiais para Luanda

De iniciativa alemã, o projecto chega pela primeira vez a luanda, pelas “mãos” do Goethe- Institut Angola e vai actuar hoje no Elinga Teatro, na baixa da cidade, com a participação de artistas angolanos.

Trata-se de um projecto artístico internacional de um colectivo de artistas de Berlim (Alemanha), cujo objectivo é a aglutinar vários artistas da nova geração de África, expondo as suas diferentes manifestações numa perspectiva moderna. Um dos co-fundadores do “Freak de l’Afrique, o dJ Mista Walliz, explicou a este jornal que a iniciativa surge para suprir uma debilidade identifi cada em Berlim e em África, onde a música do continente berço com maior visibilidade é a clássica, em detrimento o “Modern Afro”. Para a edição de hoje, aqui em luanda, a organização garante apresentar uma nova forma de celebração da arte, com destaque para o “Sound Sistem”, dança, canto, “Poetry Slam”, música ao vivo e “Spoken Word”, subordinadas aos ritmos Afrobeats, Afro house hip hop e dancehall.

dentre os artistas a animar a noite fi guram a cantora e dançarina, Serafi na Sanches, o artista plástico, Sombra Andgraf, o cantor Jay lourenzo, o dJ Paulo Alves, sendo o maior destaque para o dJ Mista Walliz e a dJ Nomi, ambos da Alemanha, que poderão exibir a sua performance mais virada para o estilo Afrohouse. O projecto teve início em meados de 2014 em Berlim, tendo sido apenas em 2016 que realizou o seu primeiro evento denominado “Cirque de l’Afrique”. Ukai Ndame, uma das organizadoras, fez saber que desde o início do projecto têm contado com a participação de vários artistas da nova geração no continente africano, tendo referido, em Angola, nomes como Titica, Cabo Snoop e Paulo Alves. “O estilo house angolano infl uencia o nosso som. É muito mais baseado em tambores africanos e vocais tribais. Ao contrário do estilo house sul-africano”, rematou, o dj Walliz. O próximo “Freak de l’Afrique” acontecerá na república do Gana, mas ainda sem data marcada.