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Major das FAA morto a tiro por marginais

Pedro António, de 48 anos, major da Força Aérea Angolana , foi morto a tiro por bandidos, próximo da sua residência, no bairro Gamek à Direita, em Luanda. Os supostos marginais encontram-se em fuga.

O major foi baleado na madrugada de Sexta-feira, 19, por dois marginais que não lhe subtraíram algum pertence, o que descarta a possibilidade de se tratar de um assalto. Segundo a filha do malogrado, Aurora Francisco, por volta da meia-noite ouviram um tiro próximo de casa e posteriores gritos de alguém a chamar pelo nome de seu pai. Quando saíram de casa encontraram Pedro António desacordado, com uma bala no abdómem, e enquanto “os meus tios foram pegar o carro no quintal para lhe levar no hospital, ficamos a verificar as coisas se estavam completas, pelo que percebemos que não se tratava de um assalto, porque os meliantes não levaram nada, nem mesmo o computador que estava na mochila”. Pedro António regressava da universidade e, como era de costume, antes de entrar em casa, passava primeiro pelos amigos do bairro para um convívio. A vítima e mais dois cunhados decidiram, depois do convívio, chegar à casa e, no caminho, foram surpreendidos por um jovem que lhes apontou a arma. Um dos acompanhantes conseguiu fugir, mas Pedro e outro cunhado, não.

O jovem revistou o cunhado e quando terminou orientou-o que permanece a observar. Pedro António antecipou-se a entregar os dois telefones que tinha no bolso, mas o suposto assaltante atirou-os ao chão. Eis que surge o parceiro do marginal, que apontou a arma para a vítima, e disse: “é mesmo você”, e fez um disparo, atingindo- o na região do abdómem. “O meu pai não sangrou, teve uma hemorragia interna. Ainda tentou arrastar-se um pouco (notamos por causa do local em que estavam os telefones e os sapatos). Tudo indica que seja uma bala incendiária”, conta a filha. A vítima estava a andar com dois telefones, para além do computador e a pasta dos documentos que tinha dinheiro, mas os marginais não levaram absolutamente nada. Pedro António foi levado ao Hospital Militar, pelos cunhados e um dos filhos, mas chegou já sem vida. “Não queria acreditar naquilo que estávamos a ver. Uma pessoa que saiu de casa e se despediu que iria trabalhar e depois passaria na universidade, para morrer desse jeito nas mãos de pessoas desconhecidas, é muito triste”, conta.

Marginais supostamente vivem no bairro

Aurora Francisco disse tratar-se de dois jovens que vivem no bairro onde tudo aconteceu e que já foram identificados pelos moradores. Alguns dos jovens, inclusive, mostraram a casa de um deles. “Os meus tios e alguns vizinhos chegaram à casa do suposto bandido e a mulher negou. Disse que o seu marido tinha saído para ir trabalhar, mas um dos vizinhos confidenciou-nos que ele estava dentro de casa, pelo que apercebeu- se da nossa presença e pediu para a mulher mentir. Pulou a janela e o muro que dá acesso à casa de um dos vizinhos, ameaçou-os com uma pistola para não gritarem e pôs-se em fuga”, disse. Sabe-se que alguns vizinhos partiram a casa de um dos envolvidos no crime e a Polícia esteve no local por volta das 3horas da manhã, para a remoção do corpo e competentes investigações. Pedro António, a vítima, deixa mulher e nove filhos.

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