Carta do leitor: Pão que o Diabo amassou e vendeu

Senhor director do jornal OPAÍS. Queira aceitar os meus cumprimentos a si e à toda a equipa deste belo jornal que muito tem contribuído para a nossa autoestima e para a nossa informação, porque é um jornal que trata mesmo dos nossos assuntos.

POR: Filipe Figueira de Almeida

Hoje deu-me para recordar um artigo vosso publicado na semana passada sobre a especulação que se regista nos tempos que correm em volta do preço da farinha de trigo, o que muito me aborreceu. E daí, sem mais nem menos vocês abordaram a maka do pão e, entre outros augúrios aventara mais um aumento do preço, que já está demais, não dá para as famílias angolanas. O pão virou pitéu de luxo. Assim não dá. Estamos mal, desde há muito tempo que temos de escolher bem a padaria em que vamos comprar pão, porque os preços variam, assim como o tamanho. Há padarias sem vergonha que vendem pão do tamanho de uma bolacha. E onde andam os fiscais? Só na hora da “gasosa”? Não pode. O pacato cidadão, às vezes só tem mesmo pão para dar aos filhos e o Estado tem de velar por isso porque se falta pão, os nossos filhos vão comer o quê? Estamos a ser roubados. Alguém tem que agir, ou o povo vai agir. Por favor, não aumentem o preço do pão, não podemos aguentar mais. Já subiram tudo, carne, frango e o arroz. Mas o pão não façam isso. O pão é sagrado.