Líder da extrema-direita francesa deseja boa sorte a Bolsonaro

A líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, desejou nesta Segunda-feira “boa sorte” ao Presidente eleito, Jair Bolsonaro, enquanto o partido no poder e os de esquerda na França se alarmavam pela vitória do candidato ultra-direitista. “Boa sorte ao novo Presidente Bolsonaro, que deverá ajustar a situação económica, de segurança e democrática muito comprometida do Brasil”, escreveu no Twitter a presidente da União Nacional (RN, ex-Frente Nacional).

Segundo ela, “os brasileiros acabam de punir a corrupção generalizada e a aterrorizante criminalidade que prosperaram nos governos de extrema-esquerda”. Já o partido do Presidente Emmanuel Macron, A República em Marcha (LREM) expressou preocupação com a vitória de Jair Bolsonaro.

“Nenhuma democracia está a salvo”, reagiu no Twitter a porta-voz do LREM, Aurore Bergé, considerando que diante disso, “os democratas, os liberais têm uma obrigação de resultado”. Para o deputado do LREM Sacha Houlié, trata-se “de um novo retrocesso para as liberdades e a justiça social”, um “novo avanço dos conservadores”, o que representa “novos desafios para os progressistas que deverão enfrentar a situação”, tuitou.

Na esquerda, o secretário do Partido Socialista, Olivier Faure, expressou no Twitter o seu “pesar” aos brasileiros “que viram a eleição de um xenófobo, homofóbico, misógino, admirador da ditadura, inimigo da imprensa, adorador das fake news”. “De um continente a outro, de Orban a Trump, de Salvini a Bolsonaro, a democracia vacila.

Os nacionalistas captam e aproveitam- se do descontamento das populações. É preciso urgentemente acordar uma esperança humanista”, acrescentou. Para Eric Coquerel, deputado do partido França Insubmissa (esquerda radical), “depois de eliminar Lula por meio de uma pseudo- justiça, o neoliberalismo prefere Hitler a uma frente popular”.