Carta do leitor: Poças, buracos e mosquitos

Caro director Estamos na Estação das Chuvas e é tempo do surgimento dos mosquitos. Na verdade, tratando- se do nosso país, é tempo da sua multiplicação, porque eles nunca nos deixam mal, não nos abandonam, nunca. Mas nós também parece que gostamos bué da companhia, não queremos ficar sem os nossos mosquitos. Se um dia alguém levar os nossos mosquitos vamos cantar “me devolve o bicho”.

É só olhar com olhos quase fechados, até, como estão o Nova Vida e o Bairro Militar em Talatona. Se rebenta uma conduta ou um cano, fica aí a jorrar água até o rio acabar, ninguém vai reparar, até a estrada ficar intransitável. Será que tem de ser mesmo assim? Ainda hoje passei pelo Bairro Militar, mesmo ao lado de um colégio, onde muitas crianças passam o dia, há já uma pequena lagoa na estrada.

Há dias tinha passado por lá e era só uma poça, daqui a pouco já teremos de ir dar a volta porque os carros não vão poder passar. E as crianças vão ter de ficar com os seus mosquitos. Nos outros países, basta aparecer um buraco ou um furo para haver logo uma intervenção, nem que seja só para isolar a área, aqui parece que fazemos festa para ver se cresce depressa ou não. Estamos mesmo mal.