Cigano Satyohamba estreia-se com romance “Tukubama Tukala – Crónicas de um Comando”

Uma história de guerra, dor, irmandade, sofrimento, amizade, coragem, ambição, sabedoria, vingança, perdão, fé, amor, sacrifícios e traição são os ingredientes principais deste romance

De autoria de Arsénio Orlando Satyohamba ou simplesmente Cigano Satyohamba, o romance “Tukubama Tukala – Crónicas de um Comando”, será apresentado esta tarde, a partir das 17 horas, no Palmeiras Lounge à Cidade Alta, sob a chancela da Editora Natália Henriques.

O referido livro aborda uma fusão de histórias, contadas por nove pessoas, entrevistadas pelo autor, escritas numa ficção baseada em factos reais, vividos pelo personagem “Banele Massuka”, um jovem batalhador, que passa por várias intempéries, inúmeras dificuldades e caminhos com uma infinidade de espinhos, revela Cigano Satyohamba.

O autor, sem em entrar em muitos pormenores sobre a aludida obra, conta apenas que a mesma é composta por três volumes, sendo que no 1º retrata a guerra de 55 dias ocorrida na província no Huambo, cujo protagonista é o jovem Banele Massuka. Com apenas 12 anos de idade, o menino vê-se obrigado a esconder-se, durante 45 dias nuns escombros, rodeado por militares rebeldes.

Como consequência faz parte dos deslocados que saíram a caminhar do Huambo até Benguela, fugindo da situação de guerra que assolava a sua região, partindo em busca de sobrevivência. Entre os 18 e os 24 anos de idade, actua nas forças especiais do exército (Comandos), participando nas batalhas de Malanje, Moxico, Cuando-Cubango e Bié. Ficou perdido nas matas atrás da linha do inimigo em Malanje, durante 10 dias.

Motivado pela vingança, o jovem luta para encontrar meios para vingar a morte da sua família. Já o segundo volume aborda a ocupação do Cunene, ao passo que o terceiro retrata as histórias da ocupação do Bié em 1998. Saliente- se que “Tukubama Tukala” é o lema dos comandos, que significa “Estamos sempre prontos”, numa fusão das línguas Cokwe e Kikongo.

O autor Arsénio

Orlando Satyohamba adoptou o pseudónimo literário Cigano Satyohamba, pois ao expor as suas ideias usa a combinação entre o seu percurso e visão global sobre o universo e a maneira conservadora de preservar os valores da Cultura, pela expressão literária contemporânea, numa metodologia e forma encontrada apenas no encanto da filosofia bantu.

“Vôo pelo mundo com o idealismo elevado pela globalização, volto a aterrar na realidade com o realismo tripulado pela visão Pan-africana”, justifica o aspirante a escritor. Natural da província do Cunene, agrega no seu curriculum várias formações, sobretudo feitas na Inglaterra.

Fala fluentemente diversas línguas, e tem uma grande paixão pela família, a paz e a Cultura. É activista social e palestrante motivacional, sendo que a sua atenção centra-se, sobretudo, na pesquisa social e criação de programas e projectos de promoção de inserção dos jovens na vida activa.

Foi mentor de muitos projectos que promoveram e continuam a promover o empreendedorismo e a inclusão dos jovens carenciados no mercado de trabalho. Presentemente assume as funções de Director-adjunto do Instituto Angolano da Juventude (IAJ). Faz parte do movimento de jovens humanitaristas.-