BPC disponibiliza USD 120 milhões para créditos a empresas e particulares

O maior Banco Comercial e com capitais públicos diz estar aberto apenas para crédito salário. Outras modalidades vão esperar mais um pouco. A AIA aplaude o papel do banco, mas acautela que as empresas não podem estar em toda cadeia produtiva.

O presidente do Conselho de Administração do Banco de Poupança e Crédito (BPC), Alcides Safeca, informou nesta Quarta-feira, em Luanda, que a instituição que dirigi tem disponível USD 120 milhões para as pequenas, médias empresas e particulares. O responsável fez estas declarações durante o acto de abertura da conferência de apresentação dos produtos de crédito da linha do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), bem como os seus requisitos de sustentabilidade ambiental para a sua concessão aos empresários e associações dos sectores da indústria, agro-pecuária, energia e águas, e pesca.

Segundo Alcides Safeca, este produto é destinado a pequenas e médias empresas ligados aos sectores da agricultura, indústria, energia e águas, pesca sustentável com necessidade de investimento a longo prazo, no âmbito do processo de diversificação económica em curso no país, por um lado, e por outro, a rentabilização do negócio. O referido produto tem como requisitos gerais de acesso, exercer uma das actividades elegíveis devidamente legalizadas, identificar os valores em moeda externa, caso seja necessária a importação de equipamentos ou matérias-primas, conformidade legal e fiscal da empresa, estudo de viabilidade económica do projecto, avaliação de impacto ambiental e social e uma carta de solicitação de crédito.

O BPC vai disponibilizar ate 80% do valor global do investimento, e terá um período de carência de até 12 meses, a definir em função das especifidades do projecto do investimento, e com um prazo de reembolso de dois a oito anos, com uma taxa de juro de financiamento até quatro anos adicionados Spread ate 3,0%, e de luibar 12 meses de 5,0%, e com juro de mora de 5%. No que concerne ao crédito para particulares, o presidente do Conselho de Administração do BPC, informou que para estes estão apenas a ser concedidos o BPC salário. Para o Presidente da Associação Industrial de Angola, José Severino, o financiamento tem o seu parâmetro de rigor. “Evidentemente, os erros do passado não podem voltar a repetir-se.

O BAD é uma instituição com quem a AIA tem colaborado, quando o presidente do Conselho de Administração veio a Angola disse que temos a possibilidade de ser um país eficiente na região e nós temos que crescer rapidamente face ao desafio da integração da região da SADC”, lembrou Sublinha que o BPC foi restruturado, tem uma outra visão de como financiar. “Estamos confiados, mas é preciso conseguir Fundo de Garantia de credito funcional e a probabilidade do subsídio aos seguros. Estamos a propor que algumas aéreas de serviços em vez de pagar 30% passem a pagar 35% de imposto industrial”, frisou. Isto não vai, de acordo com José Severino, afectar de certa maneira a massa critica do lucro, pois vai permitir que em vez de ser o Estado a financiar o subsidio a juro, os 5 % voltem para o banco como subsidio de ajuda aos próprios clientes.

A linha de crédito está direccionada para o sector produtivo, mas a experiência demonstra que não há produção sem serviços. Um dos problemas é que os financiamentos não são financiados a jusante dos projectos o que leva o promotor do investimento, a incorporar a prestação dos serviços nos projectos. Tendo os serviços incorporados nos projectos “ em vez de ser padeiro torna-se também gestor de camiões. Na agricultura não há necessidade da maior parte do investimento 99 ser feito em maquinaria, podem comprar serviços. Caso fique com tractor tem encargos de amortizações e de serviços específicos. Portanto, adianta, recomendamos aos bancos evitar projectos que se expandam muito. Uma empresa de carpintaria não deve pensar em fazer exploração florestal porque senão não vai funcionar, uma vez que devem ser projectos pequenos para crescer.