“Noruega beneficiou muito do petróleo de Angola”

Actualmente, Angola e a Noruega cooperam nos domínios petrolífero, pescas, energias limpas e direitos humanos.

O antigo embaixador do Reino da Noruega em Angola, Jon Vea, considerou que as relações económicas, comerciais e políticas entre os dois países foram sempre excelentes e muito fortes. O ex-diplomata norueguês teceu tais declaração durante um encontro que teve com a imprensa angolana na Noruega.

Jon Vea reconheceu que o seu país beneficiou muito do petróleo angolano com os acordos assinados neste domínio. Por isso, considerou importante que o seu pais retribua, de alguma maneira, principalmente no domínio da formação. Além disso, o ex-embaixador acrescentou que a Noruega foi um dos primeiros países a reconhecer a Independência de Angola e um dos primeiros a reconhecer o Governo do MPLA, o que contribuiu para que os laços entre os dois países fossem cada vez mais fortes.

Recordou ainda que no tempo da guerra civil em Angola, a Noruega teve um papel na área de desminagem e na área da assistência humanitária, tornando-se assim num dos principais acordos de cooperação entre os dois países. Jon Vea mostrou-se satisfeito com a presença dos jornalistas angolanos na formação sobre os Direitos Humanos e pelos resultados do programa. Na ocasião, o antigo diplomata referiu que esteve em Angola na altura da implementação do programa dos Direitos Humanos, e fez menção ao antigo secretário de Estado angolano para os Direitos Humanos, António Bento Bembe, que recebeu de bom agrado o projecto de formação em Direitos Humanos. Disse esperar que a formação venha a contribuir para o desenvolvimento dos direitos humanos em Angola.

Actualmente, Angola e a Noruega cooperam nos domínios petrolífero, pescas, energias limpas e direitos humanos. A Noruega é parceira de Angola desde os anos 1980, aquando dos primeiros cruzeiros com o navio de investigação “Dr. Fridjof Nansen”, que se centrou no reforço do conhecimento científico sobre o mar e os seus recursos. O litoral de Benguela está a consumir 100 por cento da capacidade instalada de que se dispõe a nível do sector da energia. “Não temos sistema fora de serviço, o que se passa é que estamos a consumir tudo o que produzimos. Não temos, neste momento, capacidade de reserva, por isso estamos a trabalhar no aumento da capacidade”, disse.