Candidato à liderança da JURA prossegue campanha no interior do país

O candidato ao cargo de secretário-geral da JURA, Rafael Mukanda, prossegue com a segunda fase da sua campanha no interior do país, depois de ter estado no último fim-de-semana nas províncias da Lunda Sul e Moxico.

Em declarações a este jornal, Rafael Mukanda, um dos oito concorrentes à liderança da JURA, disse que a sua caravana segue hoje para as províncias de Benguela, Huambo, Bié, Zaire e Uíge, a fim de divulgar o seu programa, as suas linhas de força e aquilo que o motiva a concorrer à liderança da JURA, no IVº Congresso Ordinário desta organização, a realizar-se de 8 a 10 de Novembro de 2018, em Luanda. Depois de ter efectuado uma digressão ao Leste do país, concretamente nas províncias da Lunda Sul e Moxico, onde manteve contacto directo com os delegados ao IVº Congresso e com o secretariado provincial da JURA, Rafael Mukanda garantiu que a sua mensagem foi bem recebida pelo eleitorado.

O candidato lembrou as linhas de força do seu programa, alegando que pretende levar, durante a sua digressão, um programa focalizado na questão da mobilização da juventude quer nos centros rurais como urbanos, a massificação do desporto para o engrandecimento da JURA e consequentemente do partido. Avançou que o seu programa vai impulsionar a criação de bibliotecas e livrarias públicas para a divulgação permanente da vida e obra do fundador da UNITA, Jonas Malheiro Savimbi, e de outras figuras e símbolos históricos do partido. Sublinhou, por outro lado, que na sua candidatura terão a obrigação de trabalhar e de obrigar permanentemente o Executivo a respeitar e a cumprir a Constituição da República no seu artigo 81 referente aos direitos da juventude e também consciencializar os jovens para que tenham a capacidade de defender os seus direitos.

“Os delegados ao IVº Congresso estão confiantes no nosso programa pelo que esperamos que votem em nós”, disse. Dificuldades da juventude Rafael Mukanda informou que, ao longo da sua passagem ao interior do país, a sua caravana deparou- se com um cenário preocupante no que a vida da juventude diz respeito. Referiu que nas províncias por onde passaram os jovens estão fartos de ser mototaxistas e mostraram o desejo de terem a oportunidade de poder exercer outras actividades. “Deparámos-mos com várias situações em que o Executivo parece não se importar com a juventude angolana. Nós participamos do Fórum Nacional da Juventude 2013/2017 e até ao momento não temos visto nenhum resultado relativamente a este plano. Estamos acostumados com um Executivo que só promete e não faz, isso é exactamente o que nós queremos mudar”, declarou, avançando que as estruturas internas da sua organização estão a trabalhar de forma sólida para a defesa da juventude local.