Incendiário de Ndalatando volta atacar com tentativa frustrada

Não se ouviu falar de novas carbonizações de veículos depois de todos os órgãos do Ministério do Interior terem sido convocados para uma prevenção a 100% na capital do Cuanza-Norte. Na noite de Quinta, 31, o crime voltou a ocorrer em duas tentativas frustradas com ajuda de forças da ordem, seguranças privados e população.

Nunca se procurou tanto por um criminoso nos últimos tempos, com a montagem de uma verdadeira operação de “caça ao homem”, no Cuanza-Norte. É tal o quadro, que quase de forma implícita foi instituída uma versão melhorada de recolher obrigatório, bem à moda antiga. Tudo porque um suposto criminoso ou criminosos escolheram como ocupação vandalizar propriedades privadas, mais precisamente veículos e algumas vezes infra-estruturas, como foi o caso de postos de transformação (PT) e escolas.

No segundo trimestre deste ano a situação era tão desesperadora que as autoridades locais chegaram a fazer apelos pela rádio e colocaram urnas para recolha de denúncias anónimas, tudo na procura de solução para um problema que até aí tinha destruído uma meia centena de veículos, maioritariamente propriedade privada. Não se sabe ao certo se em consequência do “aperto” policial ou por razões estratégicas na forma de operar do incendiário, nos últimos 60 dias a “paz” reinou na Cidade Jardim para gáudio dos seus moradores e visitantes. Na última noite de Outubro o “terror” voltou e ressuscitou no subconsciente colectivo o medo e receio. Foi ateado fogo a duas viaturas ligeiras de marca Rav4, sendo uma na Rua Direita de Luanda a Malanje, nas imediações das instalações da ANGOP e outra no bairro Tala-Hadi, que foram “salvas” da destruição total por esforços coordenados de patrulhas da Policia Nacional e apoio de elementos pertencentes a empresas de segurança que prestam serviço no perímetro e moradores. Ligeiros danos foram registados em ambas viaturas, segundo nos revelou uma fonte local. “Graças a Deus as viaturas foram salvas.

Os danos são mínimos. Desta vez o famigerado não alcançou os seus intentos”, contou a OPAÍS uma parente de um dos proprietários. Fonte familiarizada com o dossier revelou que terá ocorrido um “aparente erro” que pode promover um avanço na investigação. Fonte da Policia Nacional garantiu que as forças “nunca foram desmobilizadas, apesar da ligeira acalmia”. O porta-voz da Polícia Nacional na província diz que não “existem muitos detalhes para fornecer”, assegurando apenas que prossegue o trabalho operativo em busca do esclarecimento definitivo do caso. Até ao momento não se conhece ao certo quantos veículos já foram carbonizados desde o início deste enigmático caso. Algumas fontes falam em mais de 50 viaturas, enquanto outras estimam um número inferior a meia centena.