José Nkai apresenta em Luanda livro de Memórias sobre a “Batalha do Cuito-Cuanavale”

A obra publicada pela Tamoda Editora tem 143 páginas, é um testemunho vivo e vivido, do outro lado da história não contada da Célebre Batalha do Cuíto Cuanavale, na qual o autor guia os leitores através das suas memórias à realidade contada na primeira pessoa.

O Museu Nacional de História Militar em Luanda é o local escolhido para o lançamento, Sexta-feira, 9, do livro “A Célebre Batalha do Cuíto-Cuanavale – Memórias de Um Soldado” ,da autoria de José Nkai. O livro com a chancela da Tamoda Editora tem o prefácio assinado por José Afonso Chipepe e será apresentado pelo General Kativa. É um testemunho vivo e vivido, do outro lado da história não contada da Célebre Batalha do Cuíto-Cuanavale, na qual o autor guia-nos através das suas memórias à realidade contada na primeira pessoa e como um soldado que teve uma participação directa na primeira linha de fogo como flecheiro ou simplesmente atirador de flecha Anti-aérea modelo C2M destacado na Bateria da Direcção de Defesa Anti-aérea, na 6ª Região Miliar, cuja missão era a de emboscar a aviação sul-africana que atingia posições das FAPLA nas extremidades do Triângulo do Tumpo.

O livro desvenda um herói que tem momentos escuros no seu percurso, um ser humano que alicerça na filosofia de luta o fundamento da sua acção militar que aconteceu durante o tempo que permaneceu no campo de batalha. A Tamoda Editora em conversa com OPAÍS, esta Quinta-feira, explicou que José Nkai teve o privilégio de viver intensamente, como resulta do próprio relato, os acontecimentos sobre o que versa o livro no exercício da sua condição de combatente. Mais ainda do que um relato de alguém que assistiu ao desenrolar dos factos que se podem considerar históricos, desempenhando um papel de actor directo no exercício de uma missão de vida ou morte que lhe confere, por definição, um estatuto de herói vivo em relação aos eventos inigualáveis ao revelar até que ponto é que a intensidade dos momentos críticos envolveu todos os que neles participaram, não deixando ninguém indiferente ao significado daqueles momentos únicos e à percepção de que se jogava o destino histórico dessa grande mãe pátria.

A editora recordou que, é seguramente com esse espírito de missão que José Nkai se dedicou nos últimos anos a avivar as suas memórias, a organizá-las o melhor possível, e passá-las para o papel e deixando-os, enquanto editores, esta sua preciosa contribuição com a modesta simplicidade que o caracterizam. Neste livro construído a partir de episódios e acontecimentos pontuais, o autor oferece-nos dados essenciais para avaliar o conjunto do processo no seu significado político, mostrando-nos os claros e escuros labirintos de sacrifício das personagens envolvidas, o que mostra também válidoaa entrega de forma intensa. O crescer de expectativa e de tensão, de angústia, incerteza e hesitação marcaram aqueles dias decisivos. Os avanços e recuos, as esperanças e os risos, os sucessos, as armadilhas e os retrocessos que marcaram aquela batalha. A Batalha de Cuito-Cuanavale foi o maior confronto militar da Guerra Civil Angolana, ocorrido entre 15 de Novembro de 1987 e 23 de Março de 1988, sendo o “palco” a região do Cuito-Cuanavale, na província de Cuando-Cubango.

O autor

José Nkai nascido a 22 de Abril de 1968, na comuna de Wonde Tari, município do Soyo, província do Zaire, é empresário e funcionário público. Herói da Batalha do Cuíto Cuanavale, Capitão das FAA na Reforma pelas FAPLA, antigo oficial de inteligência militar das FAPLA e chefe do Departamento de Crimes Contra as Pessoas na Direcção Provincial de Investigação Criminal na província do Zaire.