Os cinco mandamentos para se ter sucesso nos investimentos

Colocar as poupanças a render pode ser uma tarefa difícil. Mas há algumas regras que podem ajudar a fazer crescer o dinheiro. Fale com o seu banco e descobrirá sempre a melhor forma de rentabilizar o seu dinheiro.

As aplicações mais conservadoras têm retornos modestos. E os activos que podem proporcionar ganhos mais avultados têm também maior risco. Para ter sucesso na tarefa de tentar fazer crescer o dinheiro, há regras de ouro a seguir que, geralmente, são recomendadas por especialistas financeiros ou pelos próprios supervisores. Em Angola, embora não muito populares, os bancos apresentam já propostas para aplicação de fundos que são, seguramente, muito melhores do que guardar o dinheiro em casa casa. OPAÍS, retoma uma matéria do Dinheiro Vivo, parceiro na Plataforma Media Global, para que o leitor perceba e possa, falando com o seu banco, seguir-se com o exemplo português.

Conhecer o seu perfil de investidor

O primeiro passo para decidir como investir tem a ver com o perfil de risco. O portal Todos Contam, desenvolvido pelos três supervisores financeiros portugueses, identifica quatro perfis: conservador, moderado, dinâmico e agressivo. Os bancos e intermediários financeiros devem fazer questionários aos clientes para aferirem qual o perfil. Mas o próprio investidor pode tentar perceber o que o caracteriza no que diz respeito ao risco. Algumas instituições financeiras disponibilizam questionários online que ajudam a perceber o perfil de investidor. Ao definir qual o perfil de risco, fica-se a saber quanto está disposto a perder para tentar obter determinado retorno.

Os investidores conservadores preferem retornos baixos a correr o risco de perderem dinheiro em produtos sem garantia de capital e de prazos curtos. Os moderados preferem também produtos de capital garantido, mas por prazos mais longos e podem colocar uma parte mais pequena das poupanças em produtos de maior risco. Os investidores dinâmicos assumem correr um risco de perda de algum do capital investido para terem rendibilidades superiores à média do mercado. Já os agressivos querem um retorno bem acima da média do mercado mesmo assumindo o risco de perda parcial, total ou até superior (em caso de instrumentos derivados que usem alavancagem) ao capital investido.

Definir objectivos

Sabendo o perfil de investidor, falta identificar qual o objectivo e o prazo do investimento. Nos questionários feitos pelos intermediários financeiros também se tenta perceber quais as metas. Por exemplo, investir para rentabilizar dinheiro que possa ser necessário no médio prazo é diferente de fazê-lo para a reforma, exigindo abordagens distintas. O perfil de investidor e o objectivo do investimento são o ponto de partida para decidir como construir a carteira de activos. Não meter os ovos todos no mesmo cesto é um dos conselhos mais repetido pelos especialistas. Imagine que coloque todas as suas poupanças num produto que acabe por ter problemas e provocar perdas. Seria um duro golpe e um destino inglório para a poupança que se conseguiu fazer com esforço. A CMVM, por exemplo, recomenda aos investidores a “diversificar a aplicação das suas poupanças e fazer aplicações de longo prazo”. Além de impedir que os voos partam todos ao mesmo tempo, a diversificação ajuda também a poder escolher activos que compensam a eventual desvalorização de outros de forma a ter uma carteira de investimento equilibrada. Uma das formas de diversificar pode passar por investir em fundos de investimento ou fundos negociados em bolsa (ETF) que com um baixo valor de entrada permitem estar exposto a vários activos.

Conhecer os produtos e os custos

A CMVM aconselha a que antes de investir se informe sobre o produto financeiro que lhe é apresentado. É necessário conhecer as características do produto e consultar a informação que tem de ser obrigatoriamente disponibilizada pelos intermediários financeiros. O supervisor recomenda a que se desconfie “de promessas do tipo ‘este produto é seguro’, ‘oferta imperdível’ e ‘não tem riscos”. Além de se saber o que se está a comprar, é necessário olhar também aos custos desses instrumentos financeiros. Deve avaliar-se “o impacto dos custos e das comissões antes de investir”, diz o supervisor.

No site da CMVM é possível fazerem- se simulações para aferir os custos com comissões. É que por melhores resultados que determinado produto possa ter, comissões altas podem resultar em rentabilidade líquidas diminutas. O passado não é garantia de rendimentos futuros- Por vezes, ao investir, existe a tendência de se apostar em produtos ou activos que tenham tido bom rendimento no passado. Mas os especialistas aconselham a ter-se presente que rentabilidade passadas não são garantia de ganhos no futuro. Há muitos exemplos de acções ou fundos de investimento que tiveram bons desempenhos no passado e que acabaram por corrigir ou desvalorizar depois desses períodos positivos. O passado até pode ser um factor a ter em conta para aferir a qualidade de determinada equipa de gestão ou como um activo se tende a comportar em determinadas circunstâncias. Mas não deve ser o principal motivo para uma aplicação financeira.