Pólo da Caála recebe 10 novas indústrias em 2019

No próximo ano, o pólo industrial da Caála vai receber 10 novas indústrias, perfazendo um total de 16, deu a conhecer em exclusivo aOPAÍS, o director dos Recursos Minerais, Comércio e Indústria, Baldilio Vaz.

Se tudo correr como planificado, nos próximos 12 meses, o pólo industrial da Caála vai contar com novas indústrias ligadas ao sector de construção civil e saúde. De acordo com Baldilio Vaz, os empresários tem perspectiva de até o próximo ano concluírem com as obras, porém, também dependem com a importação de material para apetrechar as referidas unidades fabris. “Os empresários estão determinados em concluir as fábricas para começarem a produção a partir do próximo ano, porém estão dependentes da importação dos equipamentos e matéria-prima“, explica. Segundo ele, em 2019, começam a funcionar a fábrica de parafuso, chapas e a farmacêutica que irá produzir soro. Neste momento, as condições estão a ser criadas para receber novos investidores interessados em instalar fábricas no polo da Caála.

O referido espaço dispõem de energia eléctrica e furos de água, no entanto, a partir deste mês de Novembro, começam as infra-estruturações, nomeadamente arruamentos, passeio, jardins, iluminação pública e o asfalto. Actualmente, o pólo alberga seis indústrias de transformação de madeira, mobiliários diversos, com destaque para carteiras escolares, colchões, torneiro mecânico e material de acabamentos para residências. De acordo com o responsável, o pólo tem recebido muitas solicitações para instalação de novas indústrias, o que será benéfico para o desenvolvimento económico da região. Segundo Baldilio Vaz, durante o mês, o pólo recebe em média mais de quatro solicitações de pessoas interessadas em apostar no sector industrial. “Temos muitos empresários interessados em instalar as suas fábricas no Pólo, principalmente por causa da infraestruturação que dará um novo impulso”, referiu.

A primeira fase da infra-estruturação do projecto, cuja cidade situa-se a 23 quilómetros a Oeste da cidade do Huambo, terminou em 2016, permitindo, assim, a instalação das unidades fabris no local, com um investimento inicial estimado em USD 300 milhões. O Pólo Industrial da Caála conta com 980 mil metros quadrados – 250 dos quais reservados à construção de redes técnicas de fornecimento de água, energia eléctrica, esgotos, sistemas de telecomunicações e de combate a incêndios – foi concebido para 40 unidades fabris. Os empresários que investirem nesta zona beneficiam de incentivos, como preços reduzidos na compra de espaços e o registo imediato das unidades no ordenamento do território. O município do Huambo, que constitui a maior praça económica da província, engloba o maior número de estabelecimentos comerciais, com 3.201, seguindo-se o da Caála, com 217, e o Bailundo, com 118.