Bolsonaro do Brasil ameaça cortar relações diplomáticas com Cuba

Federal deputy Jair Bolsonaro of the Party for Socialism and Liberation (PSL), a pre-candidate for Brazil's presidential election, attends a debate at the Industry Confederation event in Brasilia, Brazil July 4, 2018. REUTERS/Adriano Machado

O presidente eleito da extrema-direita brasileira, Jair Bolsonaro, disse que não adianta manter relações diplomáticas com Cuba porque atropelou os direitos humanos e que não havia nada a ser feito com a ilha comunista. Em entrevista publicada na Sexta-feira pelo jornal Correio Braziliense, Bolsonaro criticou o programa Mais Médicos, no qual 11.420 médicos cubanos trabalham em regiões pobres ou remotas do Brasil.

Ele disse que 75% dos salários dos médicos eram pagos ao governo de Cuba e que os seus filhos não podiam se juntar a eles no Brasil, citando o caso de um médico cujos três filhos tinham que ficar em Cuba.

“Isso é apenas tortura para uma mãe”, disse Bolsonaro. “Podemos manter relações diplomáticas com um país que trata o seu povo dessa maneira?” Bolsonaro disse que o programa, iniciado pela ex-presidente de esquerda Dilma Rousseff para prestar atenção médica em áreas onde os médicos brasileiros não querem servir, poderia continuar, mas os médicos cubanos teriam que obter o seu salário integral e ter seus filhos com eles.

Bolsonaro, eleito na semana passada, toma posse em 1º de Janeiro e promete a maior mudança na política externa brasileira. Ele buscará relações mais próximas com os Estados Unidos e confirmou na Quinta-feira que planeia seguir a liderança do presidente dos EUA, Donald Trump, e transferir a embaixada do Brasil em Israel para Jerusalém.