Liga gay de futebol promete resistir a Bolsonaro

É um torneio de futebol, no Brasil, onde se vê muito cor-de-rosa, plumas, lantejoulas e outras coisas que não estamos habituados a ver nas bancadas.
As equipas têm nomes como Manotauros, Sereyos, Barbies ou Bharbixas. A LiGay é uma liga de futebol onde só participam equipas LGBT. As finais aconteceram este fim de semana em São Paulo.
Erick Adance participa no torneio enquanto jogador e é também um dos organizadores: “A LiGay é uma liga que as eqquipas LGBT criaram para ter um espaço em que podemos praticar desporto sem medo de sofrer homofobia e preconceito”, diz.
A recente eleição de Jair Bolsonaro, conhecido pelas tiradas homofóbicas, para a presidência do país, não assusta os organizadores nem os participantes, que prometem resistir. Jonathan Nascimento, um jogador que passou por várias equipas onde sentiu o preconceito e joga agora numa das formações da LiGay, diz: “Não vai ser nenhum Bolsonaro nem nenhum ‘bolsominion’ que me vai ameaçar nem tirar a minha alegria. Nem a mim, nem a nenhum dos que estão aqui. Somos resistência”.
A LiGay conta atualmente com 16 clubes e quer continuar a crescer. Para o ano, os organizadores contam ter mais equipas, de regiões do Brasil que ainda não estão representadas.