Investigação do FBI atinge Sílvio Sousa

Uma investigação conduzida pelo FBI, Bureau Federal de Investigação, levou a Universidade de Kansas, abreviadamente, KU, a suspender o basquetebolista angolano, Sílvio Sousa. O nome do extremo veio à baila no âmbito de uma Investigação às actividades de T.J. Gassnola, antigo executivo da Adidas.

Texto de: Michael Brown em Nova Iorque

Gassnola é suspeito ter feito desembolsado avultada quantia a favor Fenny Falmagne, tutor de Sílvio Sousa, quando este ainda não se tinha comprometido com a Universidade de Kansas. Parte do trabalho de Gassnola, enquanto executivo da Adidas era identificar jogadores do ensino médio, com potencial para jogarem em universidades, associadas à Adidas, como é o caso da Universidade de Kansas. T. J. Gassnola negou todas as acusações que lhe foram feitas diante de um juiz.

Porém antes, o seu advogado exibiu mensagens entre ele e o tutor de Sílvio Sousa, as quais indiciam colaboração entre ambos. Bill Self, treinador de basquetebol dos Jayhawks, como também são conhecidas as equipas desportivas da KU, também aparece a trocar correspondência com Gassnola, acto que foi interpretado como estando ao corrente do que de passava.

A NCAA, entidade que rege o desporto universitário abriu uma investigação a qual concluiu que Sílvio Sousa não tinha incorrido em nenhuma infracção. Apesar da NCAA ter dado o caso por encerrado, os problemas para o seu tutor mantêm-se, sobretudo porque o FBI entrou em campo.

Angolano pode ter custado 20 mil dólares norte-americano Fenny Falmagne é acusado de ter recebido 20 mil dólares da Adidas, para convencer Sílvio Sousa a juntar-se à Universidade de Kansas, patrocinada por esta marca, ao invés de ir para a Universidade de Maryland, a qual tinha dado a sua palavra e que é patrocinada pela Under Armour.

O envolvimento do FBI promete criar embaraços e alguns contratempos a Sílvio de Sousa. Os regulamentos da NCAA, instituição que gere o desporto universitário nos Estados Unidos, proíbem terminantemente desportistas pré-universitários e seus encarregados de educação ou tutores de receberem quaisquer benefícios materiais ou financeiros.

Benefícios desta natureza são considerados como violações aos regulamentos. As escolas tidas como culpadas de cometerem tais infracções estão sujeitas a sanções que vão da perda de jogos em que os jogadores em questão tenham participado, à redução do número de bolsas de estudo que podem oferecer a atletas/ desportistas.

Se Bill Self foi tido como alguém que tomou parte nessa empreitada, a universidade sujeita-se a uma sanção que poderá incluir pesadas multas. Por sua vez, Bill Self poderá ser suspeito, enquanto Sílvio Sousa poderá ver revogado o direito de participar em competições universitárias, por um ano ou para sempre.

À cautela ,a KU decidiu manter o angolano fora das quadras. Na época passada, enquanto caloiro, Sílvio Sousa conseguiu uma média de 4.0 pontos e 3.7 ressaltos e 0.2 tampões por jogo.