Editorial: O comboio e o ovo

Vamos esquecer a galinha e tentar adivinhar se nasceu primeiro o comboio ou o ovo. Sejamos mais claros e directos: não se entende o que se passa com os comboios em Angola. O investimento foi demasiado alto para a serventia que têm. Não têm, na verdade. O Executivo diz que a falta de mercadoria para transportar dá prejuízos à exploração dos caminhos de ferro. O povo diz que não há comboio eficiente para “lhe confiar” a mercadoria. Ficamos como , então? Com efeito, dado o estado calamitoso das estradas, o comboio seria a alternativa natural e barata para os comerciantes, mas, bem, era necessário que houvesse comboios rápidos, pontuais e constantes.