Taxistas sem licença “fora da linha” e causam enchentes nas paragens

Muitos cidadãos tiveram dificuldades para chegar aos seus postos de trabalho por falta de transportes. Taxistas vão fazer chegar as suas preocupações à reunião que o Governo Provincial de Luanda (GPL) vai realizar hoje para ‘limar algumas arestas’ da “Operação Resgate”.

O número de viaturas que realizam o serviço de táxi em Luanda, vulgo azul e branco, diminuiu significativamente ontem, nas primeiras horas da manhã, fruto da “Operação Resgate”, o que causou enchente em muitas paragens. A falta de licença para a realização desta actividade foi uma das razões que fez com que muitos taxistas que actuam na rota do Benfica paralisassem os trabalhos, causando embaraço aos cidadãos, que tiveram dificuldades para chegar aos seus locais de trabalho. Segundo o presidente da Nova Aliança dos Taxistas de Angola, Geraldo Wanga, que não precisou o número de taxistas que cruzaram os braços ontem, a maior parte dos seus associados está licenciada, mas existe burocracia por parte da entidade que emite o documento na capital do país.

“Para a província de Luanda temos um único director que assina as licenças. Pelo número de viaturas, este serviço tem que ser descentralizado, porque há quem já emitiu e não trabalhou porque não recebeu o documento”, disse o interlocutor. No seu ponto de vista, após a emissão do documento, as autoridades deviam permitir que os azuis e brancos trabalhem com o comprovativo, enquanto aguardam a assinatura da licença, tendo acrescentado que “se está a sacrificar o povo por questões burocráticas”. Wanga fala de excessos na actuação dos efectivos da Polícia Nacional, e diz ser necessário resgatar a autoridade moral dos efectivos para que sejam mais respeitados na sua actuação operacional.

GPL Faz acertos hoje

Hoje, o Governo Provincial de Luanda (GPL) vai reunir-se na sua sede com diversas sensibilidades que estão a envolvidas na “Operação Resgate” de modo a acertar as anomalias que se verificaram no primeiro dia. A Nova Aliança é uma das parceiras convidadas e Geraldo Wanga disse que pretende fazer chegar ao Governo de Adriano Mendes de Carvalho as dificuldades que os taxistas estão a enfrentar para o exercício da sua actividade. A operação, segundo as autoridades, pretende acabar com venda informal de peças sobressalentes de viaturas e de cartões Sim, combater o auxílio e a imigração ilegal, a obtenção fraudulenta de documentos nacionais, exercício ilegal de medicina e de actividades religiosas, combater a criminalidade e acabar com a ocupação dos espaços públicos.