EUA dizem que vão impor mais sanções à Rússia por uso de armas químicas

O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou nesta Terça-feira que vai impor sanções adicionais à Rússia, depois de Moscovo não ter dado garantias razoáveis de que não usaria armas químicas na esteira de um ataque com agente nervoso a um ex-espião russo na Inglaterra.

Em Agosto, o departamento havia ameaçado a Rússia com mais sanções após 90 dias, a não ser que o país cumprisse o Acto de Eliminação de Armas Químicas e Biológicas, de 1991.

Sob o acordo, a Rússia teria de encerrar o uso do agente nervoso Novichok, que foi utilizado no envenenamento de Sergei Skripal e de sua filha Yulia em Março, se comprometer a não utilizar armas químicas contra seus cidadãos, e permitir inspecções de instalações por agências como a Organização das Nações Unidas, por exemplo. “Hoje o departamento informou o Congresso que não nos conseguimos certificar de que a Federação Russa havia satisfeito as condições”, disse a porta-voz Heather Nauert num comunicado.

“Nossa intenção é proceder de acordo com os termos do Acto, o que nos dirige à implementação de sanções adicionais”, acrescentou. Skripal, um ex-coronel do Serviço de Inteligência e sua filha de 33 anos, Yulia, foram encontrados inconscientes num banco de praça na cidade inglesa de Salisbury, em Março, após o líquido Novichok ter sido aplicado na porta da frente da residência deles. Ambos sobreviveram ao ataque. Países europeus e os Estados Unidos expulsaram 100 diplomatas russos após o ataque, na acção mais enérgica do Presidente dos EUA, Donald Trump, contra a Rússia desde que chegou ao cargo. Moscovo nega repetidamente qualquer envolvimento no ataque.