Paulo Matomina actua hoje no palco do FESTLIP Show no Brasil

Com uma programação que ultrapassa o significado da palavra Cultura, o festival é uma manifestação artística presencial, interactiva e virtual.

Com composições próprias que tornaram se conhecidas como grandes hits africanos, o autor dos temas “Desliza”, “Mesma vibe” e “Sem ilusões”, entre outros sucessos, comemora com o público os 10 anos do festival ao som do seu violão, levando o kilapanga, o semba e a kizomba, a todos os espaços de modo a agradar públicos de diferentes faixa-etárias. O cantor nascido em Luanda vive e cresceu num ambiente eclesiástico, onde desde muito cedo ganhou o gosto pela música no coro infantil. Aos 19 anos aprendeu a tocar guitarra e juntou o canto vocal e musical. Com o passar do tempo aperfeiçoou-se e desenvolveu a técnica que hoje nos apresenta.

Há 13 anos que o cantor apresenta- se profissionalmente com o estilo musical acústico, viajando do Pop, Black, Soul, Rock, Raggae, (Zouk e Kizomba). Uma experiência de trabalho adquirida em projectos que envolveram o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), BBC, Jango Magic, um espectáculo dentro do Bigbrother Angola, casamentos, festivais e outros eventos.

Diversidade e atracção

Com uma programação que ultrapassa o significado da palavra Cultura, o FESTLIP é uma manifestação artística presencial, interactiva e virtual. O espectáculo sob direcção artística de Tânia Pires, mentora do FESTLIP – Festival Internacional de Teatro da Língua Portuguesa, congrega uma série de atracções, entre as quais, recitais com as actrizes Natália Luiza, de Portugal e a anfitriã Zezé Motta, que mergulharão nas obras de poetizas dos países de língua portuguesa. Este espaço denominado “Sonoridade Poética Viagem”, dirigido pelo encenador português Miguel Seabra, a convite do FESTLIP, mergulha no universo lúdico da poesia, música e sotaques, com a participação de actores dos nove países que falam português, Brasil, Moçambique, Portugal, Angola, São Tomé e Príncipe, Guiné- Bissau, Timor Leste, Cabo Verde e Guiné Equatorial, com um cenário imagético destes países.

É um convite ao público a embarcar nesta viagem sensorial inédita de interagir com a língua e as suas diversas formas de falar. O programa contempla ainda um Workshop sobre artes cénicas com a prelecção do dramaturgo Miguel Seabra, que estará em sintonia com os processos de trabalho do Teatro Meridional, o homenageado desta X edição. A conferência abordará também uma teatralidade que incide sobre a definição, a subtileza e o rigor da performance do actor, a relação com a palavra e o espaço cénico, e como expressar essa dinâmica na comunicação com o público. O workshop é destinado a actores e bailarinos profissionais, e encenadores de artes cénicas.

O festival

O FESTLIP – Festival Internacional de Teatro da Língua Portuguesa foi criado há 10 anos e hoje assume um desafio de romper esta fragilidade entre os quatro continentes que dão vida a esta língua tão diversa. Com uma programação que ultrapassa o significado da palavra Cultura, o FESTLIP é uma manifestação artística presencial, interactiva e virtual.