May não atira a toalha ao chão: “Acredito que o rumo que escolhi é o certo para o país”

Theresa may falou ao país depois de seis demissões no governo e uma moção de censura.

Depois de o ministro britânico para o Brexit Dominic Raab e a ministra do Trabalho e Pensões britânica Esther McVeyo se terem demitido esta Quinta-feira em desacordo com o projecto de acordo entre o Reino Unido e a União Europeia , a primeiraministra do Reino Unido, Theresa May, insistiu, em conferência de imprensa, que está a seguir o “rumo certo para o país”.

May sublinhou que o acordo respeita “os interesses do país” e os votos dos britânicos, que escolheram sair da União Europeia. “A liderança é sobre tomar as decisões certas, não as mais fáceis”, realçou Theresa May que garantiu que não vai existir um segundo referendo. A primeira-ministra britânica reconheceu que tem reticências em relação ao backstop – um único território aduaneiro entre UE-Reino Unido (é diferente de um acesso ao mercado interno) que evita a necessidade de tarifas, quotas ou controlos das regras de origem entre a UE e o Reino Unido.

“Não foi uma decisão fácil, ontem tivemos um bom e apaixonado debate sobre isso no Conselho de Ministros – mas acordámos que este é o acordo certo para avançar.” Durante a conferência de imprensa, Theresa May insistiu que este acordo garante ao Reino Unido “o controlo total das fronteiras, do dinheiro e das leis do país”. A mensagem da primeira-ministra britânica é clara: “Vamos sair da UE no dia 29 de Março de 2019.”