Angola poderá ocupar vaga de delegado do comité Executivo da Interpol em África

O Ministério do Interior propôs a candidatura do subcomissário de Investigação Criminal Destino Pedro, chefe do Gabinete Nacional da Interpol (GNI ) de Angola, para ocupar a vaga de delegado para África

Angola participa desde ontem, Domingo (18), com uma delegação do Ministério do Interior encabeçada pelo titular da pasta, Ângelo Veiga Tavares, na 87ª Sessão da Assembleia Geral da Interpol, a decorrer no Dubai, Emirados Árabes Unidos. O encontro, a decorrer até Quarta-feira (21), debate questões organizativas e técnico-policiais e vai proceder à renovação de mandatos no Comité Executivo da Organização, para as vagas de presidente, vice-presidentes e delegados continentais.

Na 87ª Sessão da Assembleia Geral, os delegados irão apreciar, discutir e deliberar, dentre outros documentos, a aprovação das Normas de Qualidade de Serviço dos Gabinetes Nacionais da Interpol, os procedimentos da escala de distribuição e indexação das contribuições estatutárias para o biénio 2020-2022. Conta ainda a apresentação e abordagem sobre as capacidades de policiamento da Interpol, o relatório Financeiro do ano de 2017, o relatório das actividades da comissão de controlo de ficheiros da Interpol , o relatório sobre a Auditoria Externa das Contas de 2017 e a adesão de novos Estados-Membros, nomeadamente, Kosovo, Vanuatu e Kiribati.

Segundo Ângelo Tavares, a eleição do candidato de Angola representa inúmeras vantagens para o país, visto que o Comité Executivo é um dos órgãos mais importantes da organização. Para si, este candidato permitirá que os assuntos de África, no domínio do combate à criminalidade possam ser levados à sede da organização e, de forma conjunta, os países possam ter melhores mecanismos para os solucionar.

De lembrar que a Interpol está sem o seu presidente desde o dia 7 de Outubro de 2018, função que era exercida pelo chinês Hongwei Meng, que cessou as suas funções após ter solicitado a respectiva demissão. Com a publicação das vagas e consequente solicitação de candidaturas para os mandatos no Comité Executivo da Interpol, o Ministério do Interior propôs a candidatura do subcomissário de Investigação Criminal Destino Pedro, chefe do Gabinete Nacional da Interpol (GNI) de Angola, para ocupar a vaga de delegado para África.

Para a presidência da Interpol concorrem nomeadamente o sul coreano Jong Yang Kim, actual vice-presidente da organização para a Ásia e o russo Alexander Prokopchuk, vice-presidente para a Europa. A Interpol é a Organização Internacional da Polícia Criminal (OIPC – INTERPOL), sendo uma das maiores organizações internacionais do mundo, voltada para a assistência recíproca na prevenção e combate ao crime, através da troca de informações, recursos técnicos e promoção de operações conjuntas, no âmbito multilateral e, amiúde, incentiva acções bilaterais de combate ao crime transnacional, em todas as suas vertentes e dimensões.

Angola é membro de pleno direito da OIPC – Interpol, tendo a sua filiação ocorrido durante a realização da 51ª Sessão da Assembleia Geral, decorrida de 05 a 09 de Outubro de 1982, em Torremolinos, Reino de Espanha, após apresentação da carta subscrita pelo então ministro do Interior de Angola, o general Alexandre Duarte Rodrigues “Kito”.

Em Angola, a Interpol é representada pelo Gabinete Nacional da Interpol, que é um órgão actualmente tutelado pelo SIC. Compõem ainda delegação do MININT o comissário Geral – Paulo Gaspar de Almeida, comandante geral da Polícia Nacional; o comissário- chefe Eugénio Pedro Alexandre , director geral do Serviço de Investigação Criminal (SIC); o comissário José Dembi, director Nacional de Intercâmbio e Cooperação do MININT, o subcomissário Waldemar Paulo da Silva José, director Nacional do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do MININT, bem como o subcomissário de Investigação Criminal Destino Pedro, director do Gabinete Nacional da Interpol.