Os novos investimentos das companhias chinesas atingiram, em 2016, perto 3. 2 biliões de dólares, segundo garantias dos responsáveis do Comércio Externo da segunda maior economia do mundo.

O  vice-ministro do Comércio da China,Qian Keming, fez saber no último Sábado, em Beijing, que os investimentos do seu país em África têm contribuído para a criação de mais empregos para as populações e para o desenvolvimento das economias locais. Falando em conferência de imprensa, o governante afirmou que a presença de investidores da China tem permitido, nos últimos anos, o aumento das exportações de produtos produzidos no continente contribuindo para o aumento das reservas em moeda externa em muitos países africanos. Qian Keming assegurou que há diferentes tipos de negócios chineses em África incluindo a construção de linhas ferroviárias.

“Os negócios estão lá e são bem reconhecidos”, garantiu o vice-ministro chinês do Comércio tendo negado as alegações segundo as quais as empresas do seu país não têm respeitado os parâmetros relativos a defesa do meio ambiente em África. Disse também que, contrariamente ao que se diz, produtos que china exporta para o continente africano “são de boa qualidade e têm aceitação popular”.

“A cooperação comercial entre a África é incomensurável”, disse o responsável do governo chinês tendo garantido que as trocas comerciais entre a China e a África não se resumem a exportação de produtos acabados. O ministro lembrou a promessa feita pelo presidente Xi Jin Ping durante a Cimeira realizada na África do Sul, em Dezembro de 2015, que versou sobre a cooperação entre a China e África, segundo a qual os investimentos no continente africano devem ter como preferência o campo da industrialização e da modernização da agricultura e de infraestruturas.

“A China contribuiu com 60 biliões de dólares para essa cooperação. Sei que no ano passado novos investimentos das companhias chinesas atingiram 3. 2 biliões de dólares em manufacturação e em outras áreas”, disse. Qian Keming acrescentou que, o mesmo tempo, as companhias chinesas providenciaram assistência estrangeira para a África sendo que outros investimentos estão igualmente a ser equacionados. Ele disse que, graças a ajuda do seu país neste sentido, muitos países africanos têm atingido novas fases de desenvolvimento desde que se tornaram independentes e têm conseguido construir o seu futuro. Em Angola, há cerca de duas semanas, o embaixador da República Popular da China em Angola, Cui Aimin, em Mbanza Congo, província do Zaire, manifestou o interesse do país asiático em aumentar os investimentos fora da construção de infra-estruturas designadamente na agricultura, educação e saúde bem como no domínio de captação de investimentos directos.

Trata-se de, segundo o diplomata, citado pela Angop, de uma cooperação que dependerá menos de linhas de créditos e do tesouro internacional e nacional, melhorando desta forma o ambiente do desenvolvimento do país. Enquanto isso, dados oficiais chineses, recentemente divulgados pelo Fórum de Macau, as trocas comerciais da China com Angola, em Janeiro de 2017, ascenderam a 2026 milhões de dólares (um crescimento homólogo de 50,47%), com a China a ter vendido a Angola produtos no valor de 167 milhões de dólares (-6,07%) e a ter comprado mercadorias, fundamentalmente petróleo, no valor de 1859 milhões de dólares (+59,08%).

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