Com o intuito de valorizar e conservar a música nacional e africana, o Ministério da Cultura em parceria com a LS & Republicano levaram acabo nesta Segunda-Feira, 15, no âmbito do Festival Nacional da Cultura (Fenacult 2014), um espectáculo no Cine Atlântico. O músico senegalês Ismael Ló foi aplaudido de forma entusiástica pelos jovens.

Os músicos B4 (Big Nelo e C4Pedro), Chelsy Shantel e Ary não deixaram os créditos em mãos alheias, encheram a plateia do Cine Atlântico, num espectáculo inserido no Fenacult 2014 e no sexto aniversário da LS & Republicano.

O senegalês Ismael Ló esteve acompanhado da sua banda e foi o segundo artista a pisar o palco, depois de Chelsy Shantel ter aberto o evento.

Em entrevista a O PAÍS, Ismael Ló declarou que foi um prazer ser convidado e participar da maior festa cultural de Angola, acrescentando que não esperava tanto público e por sinal muito jovem. O músico interpretou seis números do seu repertório, cantados, essencialmente, na língua francesa e na sua língua materna.

O público acompanhou- o em todos os seus temas, com realce para ‘África’. ‘Foi uma honra ser aplaudido por um público jovem. A música não tem idade nem fronteiras, em inglês ou francês, é simplesmente música’, descreveu Ismael Ló.

Ismael Ló afirmou que a música angolana tem sido alvo de vários comentários por muitos artistas fora do país, a exemplo disso, fez menção de Barceló de Carvalho ‘Bonga’, que tem feito um excelente trabalho no diz respeito a expansão e valorização da nossa música no estrageiro.

Questionado sobre o significado de eventos como o Fenacult em África, o artista realçou que o intercâmbio entre os artistas nacionais e estrageiros faz com que a cultura africana, no geral, possa progredir rumo à estabilidade do continente. Foi a quinta vez que Ismael Ló veio ao nosso país.

No seu entender Angola está a mostrar um progresso significativo e de invejar, na massificação da cultura nacional. Quem se congratulou com o convite, foi Chelsy Shantel, explicando à OPAÍS que é sempre interessante e prazeroso fazer parte de uma actividade de nível internacional.

E, o facto de ter aberto o certame, foi, para si, ainda agradável. Partilhar o mesmo palco com Ismael Ló, segundo ela, foi um acto memorável, porque é um dos ícones da música africana, acrescentando que aquando do primeiro Fenacult, realizado no Estádio Nacional da Cidadela, em 1989, era uma bebé e fazer parte da segunda edição tem um significado incalculável.

A música ‘Fatiga’ que tem a participação de Djitafinha marcou um dos momentos mais vibrante do espectáculo, o que deixou a cantora radiante de alegria, revelando que não existe maior recompensa a um artista do que receber carinho da parte dos fãs e perceber que o seu trabalho está a ser bem apreciado.

‘O Fenacult é a maior manifestação cultural que um país pode realizar, porque abarca todas as esferas da cultura, nomeadamente as artes plásticas, o teatro, o cinema, a gastronomia e não só.

Isso é que caracteriza um país’, defendeu. Chelsy Shantel lembrou que o Fenacult é uma festa de todos e que se precisa de valorizar cada vez mais a cultura nacional para dignificar os artistas, não se restringindo à música.

A entrada de Ary provocou uma enorme agitação dos mais de dois mil assistentes, que a acompanharam em cinco dos seus temas mais tocados. A dupla B4 (Big Nelo e C4Pedro) finalizou a festa, que teve duração de três horas, com a energia característica que contagiou os presentes.

O público vibrou do primeiro ao último minuto do espectáculo, realizado num dia normal de trabalho e foi o segundo previsto pelo Ministério da Cultura para marcar as comemorações do Festival Nacional de Cultura que vai terminar este Sábado, 20.

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