As alterações climáticas continuam na ordem do dia em todo o mundo. O Executivo tem-no como uma questão crucial, motivo pelo qual através do Ministério do Ambiente ergueu no Huambo, há três anos, o Centro de Ecologia Tropical e Alterações Climáticas para estudar os diversos fenómenos que possam perigar a vida daqueles que escolheram Angola como terra para viver ou trabalhar. Dirigido por Joaquim Laureano, a instituição tem realizado estudos sobre a qualidade da água, das nascentes, das florestas e dos solos. Uma das suas maiores preocupações é a qualidade do ar que se respira no interior das residências e noutras instituições públicas e privadas. Saiba as razões na conversa que se segue com este angolano, natural de Malanje e doutorado em Ciências do Ambiente pela Universidade de Évora.

O que é o Centro de Ecologia Tropical e Alterações Climáticas?

É um centro criado pelo Executivo angolano para realizar investigação aplicada na interface entre a ecologia e as alterações climáticas. O principal objectivo é proteger os nossos ecossistemas tropicais ou utilizá-los de forma racional, assim como protege-los face a uma ameaça. Mas, o fim último é mesmo melhorar as condições de vida da população, porque através dos estudos que se fizerem aqui vamos reduzir a nossa pressão humana sobre os ecossistemas.

Há quanto tempo existe o centro?

O centro existe há três anos e foi criado de raiz. Tem a particularidade de que é o único centro do género no país. Já andei pelo mundo, pode-se encontrar centros de alterações climáticas ou de ecologia, mas é difícil encontrar centros de ecologia tropical e alterações climáticas. Julgo que mesmo aqui a nível de África não há. Encontrei muitos poucos centros do género. O que significa que também houve um avanço no pensamento ecológico dos nossos próprios dirigentes ou do Executivo para se criar uma coisa como essa. É um avanço no pensamento e há aqui uma preocupação de preservar a biodiversidade dos ecossistemas angolanos e a biodiversidade do que existe dentro deste ecossistema. Depois, para se cumprir com este objectivo temos uma estratégia departamental e outra laboratorial.

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