As jornadas parlamentares conjuntas da Oposição têm lugar nos dias 8 e 9 de Setembro em Luanda e serão animadas por economistas, políticos e por figuras  religiosas e da sociedade civil.

Pela primeira vez, as bancadas parlamentares da Oposição realizam em conjunto as habituais jornadas parlamentares nas quais pretendem levar a debate assuntos de interesse nacional. Falando em representação do grupos das chefias parlamentares, o deputado Adalberto Júnior disse que o evento terá como lema “Juntos por um Parlamento democrático e ao serviço dos angolanos”.

O político disse que a iniciativa visa colocar a oposição a trabalhar juntos tendo sugerido que o MPLA “poderia eventualmente rever-se dentro de um  lema do gênero se abraçasse objectivos democráticos e ao serviço do cidadão”.

Adalberto Júnior adiantou que as jornadas vão compreender três painéis sendo o primeiro dedicado às questões económicas e financeiras e um segundo sobre o processo democrático angolano sendo que o último dia será dedicado a visitas a instituições do Estado.

Dos convidados, o destaque  vai para o arcebispo emérito  do Huambo, Dom Francisco Viti.

Adalberto Júnior considerou “falta de respeito e exclusão da posição da Assembleia Nacional”, a proibição do uso de uma das salas do Parlamento para a realização das jornadas da Oposição.

A interdição terá partido da presidente em exercício da Assembleia Nacional, Joana Lina.

O dirigente da UNITA considerou a atitude da deputada do MPLA, “um erro dramático que deverá ser assumido por quem o cometeu”.“Em Cabo Verde   o parlamento abre o parlamento às realizações da sociedade como forma de interagir com os cidadãos”, disse.

De acordo com o também vice-presidente da bancada parlamentar da UNITA,   foi com bastante surpresa que os deputados  da Oposição tomaram conhecimento da posição da Assembleia Nacional tendo-a considerado “desnecessária”.

Segundo o político, os argumentos apresentados através do despacho da presidente em exercício, Joana Lina, segundo o qual, os grupos parlamentares não poderiam realizar a sua actividade naquele local por não fazer parte da Assembleia Nacional, não correspondem à verdade e   não passam de mais uma manobra do partido que governa.

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