A Justiça turca expediu, nesta Quinta-feira (10), mandados de prisão contra 35 profissionais da imprensa, no âmbito de uma investigação sobre os seus vínculos com o suspeito mentor da tentativa de golpe de 2016 no país, Fethullah Gulen – informou a Anatolia, agência de notícias pró-governo.

Nove pessoas, incluindo ex-colaboradores ou actuais funcionários de veículos de comunicação social turcos, foram detidos esta manhã, relatou a Anatolia, acrescentando que essas pessoas são procuradas por “pertencerem a uma organização terrorista”.

As autoridades suspeitam que tenham recorrido ao serviço de troca de mensagens encriptadas ByLock. O governo afirma que o aplicativo foi usado como ferramenta de comunicação pelos supostos golpistas, acrescentou a Anatolia. A Polícia prosseguia, esta Quinta-feira, as operações para deter as outras 26 pessoas. Burak Ekici, um dos chefes de redacção do jornal da oposição Birgun, anunciou a sua própria detenção no Twitter.

Segundo ele, a Polícia apreendeu o seu telefone e o computador. As organizações de defesa da liberdade de imprensa denunciam regularmente os ataques por parte das autoridades turcas, especialmente depois da intentona golpista de Julho do ano passado. Num ranking de 2017 sobre a liberdade de imprensa, elaborado pela organização Repórteres sem Fronteiras, a Turquia ocupa o 155º lugar, numa lista de 180 países.

Comentários

comentários