Frei Mário Rui é um dos responsáveis do Instituto Mosaiko, órgão afecto à Igreja Católica vocacionado para a formação cívica. Formado em Teologia e em Gestão de Empresas, O PAÍS abordou com este prelado católico os principais desafios vividos em 2016 e os que se avizinham no próximo ano (2017), com realce para as eleições gerais. Apesar de crise, Mário Rui acredita que o ano prestes a terminar não é para esquecer porque teve vários aspectos positivos, independentemente das dificuldades económicas que ainda se vivem.

Como é que termina o ano de 2016?

É um ano em que em termos da Igreja, do país e do mundo houve acontecimentos muito marcantes e de formas diferentes. Sendo eu um dominicano, celebramos 800 anos de existência em 2016. Portanto, foi o nosso jubileu dos 800 anos e este também foi um acontecimento marcante para a Família Dominicana, numa linha de procurar beber da fonte de inspiração, da criação da Ordem dos Pregadores há 800 anos, para continuarmos a testemunhar o Evangelho hoje no mundo inteiro seguindo os passos de Jesus, mas ao modo de São Domingos de Gusmão, que foi o fundador da Ordem.

Entre as várias iniciativas que houve eu destacaria um Congresso Internacional dos Povos Originários, que se realizou em Agosto, na Guatemala, um Congresso Internacional sobre “os Dominicanos na defesa dos Direitos Humanos”, em Setembro, em Espanha, e um Congresso Internacional sobre a Missão da Ordem dos Pregadores, hoje no mundo, que se vai realizar em Janeiro, em Roma, exactamente na semana antes da conclusão do Jubileu dos 800 anos. A nível da Igreja em termos universais, o destaque vai para o Ano da Misericórdia.

Não apenas como um grande acontecimento, mas como um convite para um conjunto de acções concretas, muitas delas anónimas, simples, mas que marcam essa vontade de reconciliação com os outros, com Deus e com nós próprios. Por exemplo, recordo que é apenas um gesto simbólico, mas encerra, creio eu, algo de muito desafiante para o mundo de hoje, o facto de o Papa Francisco ter levado para Roma doze refugiados sírios quando da sua visita à Ilha de Lesbos, na Grécia. E ter apelado para que, nomeadamente na Europa, cada paróquia estivesse disponível para acolher uma família de refugiados.

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