O projecto cultural denominado “Murais da Leba” foi apresentado, esta semana, no Lubango, por Vla­dimir Prata e Thó Simões. O projec­to inclui actividades de ecoturismo, turismo cultural e tem como pano de fundo a pintura em paredes, ao longo do troço da Serra da Leba. Se­minários de artes plásticas e edu­cação ambiental para alunos do primeiro ciclo do ensino são outras actividades a levar a cabo.

Na ocasião, Vladimir Prata subli­nhou que o referido projecto visa saudar os 40 anos da Independência Nacional. Também está prevista a realização de um festival músico­cultural na Praça das Mangueiras, localizada na Estrada Nacional nú­mero 280, que liga as províncias do Namibe e da Huíla.

Mais de 40 artistas plásticos na­cionais e estrangeiros estão envol­vidos no “Murais da Leba”, nome­adamente de Portugal, de Brasil, da África do Sul, de Cuba e de Moçam­bique, partilhando mais de seis mil metros quadrados de parede ao lon­go da Serra da Leba.

A inauguração do projecto “Mu­rais da Leba” ficou marcada com um leque de eventos músico-cul­turais, entre os quais o festival de artes e cultura, a feira de artesanato e espectáculos com a participação de músicos nacionais.

O projecto, orçado em cerca de 80 milhões de kwanzas, pretende marcar uma viragem à imagem da Serra da Leba, uma formação mon­tanhosa com cerca de dois mil me­tros de altitude, onde diariamente passam mais de mil pessoas para as cidades do Namibe e do Lubango.

A par disso, alguns artistas con­vidados orientarão seminários aos alunos do ensino primário e do pri­meiro ciclo, nas temáticas de “Edu­ cação Visual e Plástica” da Escola de Formação de Professores Patrice Lumumba, do Namibe. Os estu­dantes concorrerão a um concurso de pintura e as dez melhores obras serão igualmente projectadas nos “Murais da Leba”.

Vladimir Prata assegurou que o projecto pretende tornar a Serra da Leba num local de elevada atrac­ção turística e cultural, chaman­do a atenção para a preservação da história, do meio ambiente e das infraestruturas postas à disposição dos angolanos. “O tecido cultural da região está salvaguardado, por se tratar de um projecto de integração social”, descreveu o director artísti­co do projecto, o pintor Thó Simões. A execução dos murais começam em Julho e tem o apoio institucional do Governo Provincial do Namibe, do Ministério da Cultura, do Insti­tuto Nacional de Fomento do Turis­mo, bem com da classe empresarial e artística.

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