Para quem vá, por exemplo, de Luanda para o Namibe, colar-se-lhe-á o catalogado d “quase irrecomendável”. Mas isso é para os mais friorentos. Para mim está como deve ser, no seu Cacimbo tocado pela corrente fria de Benguela. Na verdade, antes de o evitar, muita gente deveria estar agora de malas feitas para o Namibe, principalmente os estudantes, que agora entram em pausa, depois das provas.

O Namibe está mesmo frio, mas o frio pode também ser um bom produto turístico. Era bom que se vendessem pacotes que incluíssem noites no deserto, idas à foz do rio Cunene e visitas ao modo de vida dos mucubais. Nesta altura, houvesse engenho, vender-se-iam milhares de cobertores e de luvas feitas com motivos típicos da região.

As bebidas quentes seriam um “negócio da China”. As noites estreladas em pleno deserto poderiam ser pagas a preço do ouro. De facto, o mais triste neste momento é ver a cidade de Moçâmdes encolhida, retraída e refugiada dentro de casa, esquecida de que no lado de fora há um potencial que pode ser riqueza.

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