No Dundo, Lunda Norte, João Lourenço acusou a Oposição de mentir quando diz que o Executivo nada fez desde o fim da guerra, em 2002. Deu como exemplo os aeroportos e estradas que a própria Oposição utiliza para se deslocar em campanha. Depois enumerou algumas das obras do Governo na Lunda-Norte. Habitação, electricidade e água foram são áreas em transformação

Na Lunda-Norte, na Praça Agostinho Neto, da cidade do Dundo, João Lourenço começou o seu discurso deste Sábado reagindo às acusações da Oposição. Segundo o candidato do MPLA a Presidente da República, naquela praça não haveria espaço para uma exposição fotográfica de tudo o que o Governo do MPLA fez nos últimos 15 anos. E partiu para o ataque: “quem reconstruiu o Caminho de Ferro de Benguela? Neste últimos 15 anos o Governo fez muito mais que o que se fez em alguns países que não tiveram a destruição da guerra”. “

Nenhum Governo é perfeito”, disse, “mas não há necessidade de mentir”. “Estamos em campanha eleitoral, tal como a Oposição, mas, na maioria, a campanha da Oposição é negativa, limita-se a atirar abaixo quem governa, mas não é possível enumerar todas asobras do Executivo desde 2002.

Temos mais hospitais, temos mais escolas, temos mais jovens a frequentar a escola”. “Os que nada fazem, que não trabalham, e continuam a não trabalhar, apenas apontam os erros dos outros. Ficam sentados e apontam os erros dos outros que trabalham. Só fazem isso”, disse.

Assimetrias

As ligações entre os três caminhos- de-ferro servirão para combater as assimetrias, assim como a construção de estradas, levando mais investimento ao interior e Leste do país. Na senda da diversificação da economia, João Lourenço prometeu criar condições para que a lapidação do diamante e a sua utilização na joalharia sejam feitas nas zonas de exploração, como forma de criar mais empregos para os jovens e mais riqueza para as regiões.

O investimento na agricultura é apontado por João Lourenço como outra forma de combate às assimetrias, assim como o fo-mento do comércio transfronteiriço, bem organizado. Para que tudo isso se efective João Lourenço prometeu diversificar o ensino na Lunda, propondo cursos técnico profissionais e formação superior na área das engenharias, incluindo a agronómica e arquitectura.

Humanismo

O acolhimento de milhares de refugiados da RDC, a quem João Lourenço disse não se poder negar um pão ou um copo de água, sobretudo quando fogem da violência para salvar a própria vida, decorre de um gesto humanitá-rio, referindo-se aos mais de 30 mil refugiados vindos da República Democrática do Congo que a província da Lunda-Norte acolhe. “Vamos continuar a prestar ajuda humanitária aos irmãos do país vizinho, em parceria com as agências humanitárias”, disse João Lourenço. Outra coisa, porém, avançou o candidato do MPLA, é a imigração ilegal, que tem a ver com o sistema de segurança nacional.

“Todo o Estado deve preocuparse com a imigração ilegal”. Até porque, segundo entende, a imigração ilegal pode ser incentivada a partir do exterior por gente sem escrúpulos para exploração ilegal de riquezas como o diamante e contrabando, o que deve ser combatido como crime que é.

Cuidar da segurança nacional é uma obrigação constitucional, pelo que João Lourenço prometeu mais investimentos no homem e na tecnologia para o controlo das fronteiras.

Esta será igualmente uma forma de travar a criminalidade transfronteiriça, em colaboração com os países vizinhos Já no fim do discurso, João Lourenço tomou a mesma atitude humilde com que o iniciara, ao pedir desculpas por não ter escalado a Lunda-Norte na fase de pré-campanha e comunicou com os presentes conhecimentos sobre como votar e os comportamentos a adoptar no dia 23 de Agosto.

“É preciso consultar o local de voto, colocar o X no quadrado em branco do boletim de voto e não ir às assembleias de voto com qualquer símbolo partidário ou de propaganda”, explicou.

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