Cinco peritos da UE foram ontem, Segunda-feira (7), apresentados à CNE durante um encontro dirigido pelo presidente da CNE, André da Silva Neto

A encarregada de negócios da delegação União Europeia (UE) em Angola, Joana Fisher, afi rmou, ontem, em Luanda, que o organismo que representa não enviou observadores eleitorais em virtude de “uma série de condições organizacionais”.

Neste sentido, Joana Fisher precisou que União Europeia (EU) já não vai participar no processo eleitoral angolano com observadores, conforme convite previamente feito pelo Presidente da República de Angola, mas com uma equipa composta por cinco peritos que foram apresentados ontem à Comissão Nacional Eleitoral (CNE).

“Não podemos estar aqui como missão de observação eleitoral”, esclareceu Joana Fisher, tendo explicado que a UE não conseguiu cumprir os parâmetros necessários para tal. Sem precisar, concretamente, que condições impossibilitaram a participação dos observadores, Joana Fisher admitiu tratarse apenas de “questões de organização internas”, que impediram que a organização comunitária participasse nas eleições angolanas com uma missão de dimensão maior.

A encarregada de negócios disse que a UE desenvolve uma parceria frutífera com Angola e que aquela instituição tem estado empenhada na participação e contribuição ao processo eleitoral. “Nós quisemos vir para aqui, apresentar os nossos peritos, explicar qual é a nossa metodologia e como vamos funcionar”, explicou, referindo terem recebido da CNE explicações relativamente ao enquadramento legal.

Os peritos de nacionalidades portuguesa, espanhola e italiana terão contactos com vários actores relevantes do processo eleitoral, sendo que o seu trabalho consistirá numa análise qualitativa deste processo. “Vão tentar compreender como é que as coisas têm avançado desde os outros actos eleitorais em que nós também participamos, em 2008 e 2012, e esperamos assim contribuir para que Angola tenha a nossa avaliação enquanto peritos”, disse Joana Fisher.

Segundo a porta-voz da CNE, Júlia Ferreira, o órgão supervisor das eleições em Angola “recebeu com agrado” a informação da participação da EU, embora com este fi gurino. “Mas a CNE manifestou disponibilidade em continuar a colaborar para facilitar o processo de acompanhamento da observação que será feita por esta equipa de peritos”, referiu.

Relativamente ao processo dos cadernos eleitorais, a porta-voz da CNE explicou que estes cadernos estão neste momento em fase de divulgação através dos mecanismos que a CNE defi niu em plenária, de modo a tornar mais amplamente difundido bem como as informações referentes aos locais onde os eleitores vão exercer o seu direito de voto.

Disse que constam nos cadernos eleitorais todos os cidadãos eleitores que actualizaram o registo eleitoral com natureza de prova de vida, bem como aqueles aa condição de novos eleitores e que compareceram nas brigadas e postos de registo eleitoral para o registo.

Todavia, referiu que aqueles cidadãos que, embora sendo titulares de cartão de eleitor, não actualizaram os seus dados, não são considerados eleitores para este processo de 2017 e por esse motivo os seus nomes não constam nos cadernos eleitorais.

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