Centenas de milhares de pessoas juntaram-se esta Terça-feira no centro de Teerão, capital do Irão, para acompanhar o funeral de Hashemi Rafsanjani e pedir a libertação de antigos líderes políticos vinculados aos reformistas e sentenciados há anos a prisão domiciliária.

Presidente do Irão entre 1987 e 1997, líder da Assembleia de Peritos entre 2007 e 2011, o ayatolla Rafsanjani foi proibido de se recandidatar às Presidenciais iranianas em 2013, e acabou por apoiar o moderado Hassan Rouhani, que viria a ser eleito.Rafsanjani morreu no Domingo, aos 82 anos, vítima de um problema cardíaco, e foi enterrado esta Terça-feira no mausoléu do líder da Revolução Islâmica iraniana, o Ayatollah Ruhollah Khomeini.

Durante o cortejo fúnebre, os apoiantes de Rafsanjani e das políticas reformistas em curso no Irão expressaram as condolências pela morte e gritaram pelo fim da prisão domiciliária de presos político como, por exemplo, do antigo e último primeiro-ministro iraniano Mir Houssein Mousavi. Os militantes da reforma temem que a morte de Rafsanjani represente um passo atrás nas políticas progressistas de abertura do país iniciadas por Rouhanni.

À euronews, um antigo embaixador iraniano nas Nações Unidas (ONU), Kamal Kharazi, disse haver “quem acredite que a morte de Rafsanjani em nada vai afetar o país”. “Eu acredito que a perda de uma figura como Rafsanjani vai prejudicar o movimento reformista e o processo em curso no país”, referiu Kamal Kharazi.

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