Duas estudantes angolanas do Complexo Escolar Privado Internacional de Luanda triunfaram nos EUA com um estudo sobre o quiabo e a sua relação com o VIH, tendo arrebatado a medalha de bronze na categoria de Ciências

Uma experiência destinada a provar a eficiência do quiabo como impulsionador de imunidade em pacientes infectados pelo vírus da imunodeficiência Humana (VIH), valeu a duas estudantes angolanas uma medalha de bronze na Genius Olympiads, realizadas na SUNY Oswego, universidade estadual de Oswego, em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América. Sofia Carvalho e Keyla Cariata, estudantes da 12.ª classe no Complexo Escolar Privado Internacional, ex-colégio turco, arrebataram a medalha de bronze na categoria de ciências.

Segundo Sofia Carvalho, o projecto foi bem recebido nos Estados Unidos, como tinha sido em Angola, o que explica a medalha de bronze.“O nosso projecto foi sobre o quiabo e a sua eficiência como impulsionador de imunidade em pacientes infectados pelo VIH.

O trabalho foi feito com a colaboração de médicos do Hospital Esperança, em Luanda, Angola. Conduzimos uma experiência com quatro voluntários e implementamos o uso constante do quiabo junto com a terapia de anti-retrovirais”.

Além da medalha de bronze, Sofia e Keyla foram agraciadas com bolsas de estudo para a SUNY Oswego, a que serão activadas quando concluírem o curso médio.Elas faziam parte de um grupo de 15 estudantes que a escola enviou às “olimpíadas para génios”.Divididos em grupos que iam da 8.ª a 12.ª classes, participaram em concursos virados para ciências, artes, literatura e robótica. Sofia Carvalho e Keyla Cariata ponderam converter a experiência em marca registada.

Elas e os outros estudantes do Complexo Escolar Privado Internacional regressam esta Quarta-feira a Luanda. Filha de mãe médica e de pai engenheiro, Sofia aspira ser médica especializada em investigação científica, enquanto Keyla sente-se inclinada em estudar psicologia.

O Complexo Escolar Privado Internacional habitualmente envia alguns dos seus melhores estudantes a estas olimpíadas e com frequência eles regressam com medalhas. Na edição deste ano, ao todo foram admitidos 570, de um total 1234 projectos.

Dos 570 admitidos, 30 por cento, foram submetido por estudantes dos Estados Unidos. Os restantes chegaram pelas mãos de candidatos de 68 outros países. Os projecto concebido por Sofia Carvalho e Keyla Cariata foi um dos 338 aceiteis, de um total 761 projectos.

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