A ministra Filomena Delgado deseja que as parteiras tradicionais sejam as principais actoras na sensibilização de jovens gestantes e, simultaneamente, incentivadoras do registo de crianças recém-nascidas nas maternidades.

Sete mil parteiras tradicionais foram formadas nas 18 províncias do país, entre 2014 e 2017, referiu o Ministério da Família e Promoção da Mulher (MINFAMU) que pretende reduzir o volume de partos feitos no domicílio. A revelação foi feita ontem, a OPAÍS, pelo director Nacional para Política Familiar deste ministério, António João, no acto oficial de apresentação de 127 parteiras tradicionais recém-formadas nos Distritos Urbanos do Ramiros e Barra do Cuanza, adstritas à Administração Municipal de Belas, em Luanda.

Segundo António João, ao longo desses quatro anos, as parteiras tradicionais beneficiaram também de acções de refrescamento nas áreas rurais e urbanas, para prestarem serviços onde não há cobertura dos serviços de saúde. “Como é uma profissão antiga no nosso país, temos obrigação de continuar a manter as parteiras tradicionais como parceiras dentro do desenvolvimento das comunidades”, declarou António João.

O responsável esclareceu que as sessões de formação e refrescamento têm como objectivo principal transformar as parteiras tradicionais em agentes principais na sensibilização das gestantes e encaminhá-las aos hospitais, sendo que apenas em casos extremos estão autorizadas a realizar partos nas residências.

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