O Conselho de Administração da petrolífera informou que estão garantidos os habituais cabazes atribuidos aos seus trabalhadores em época natalina, porém desta vez em modalidades diferentes

“Considerando a realidade actual do país, o formato de entrega do habitual cabaz de Natal foi inovado, com o objectivo de proporcionar uma oferta mais alargada de bens, uma maior comodidade na sua aquisição e a liberdade de escolha dos produtos por parte de cada pessoa”, lêse no comunicado de imprensa distribuído pelo Gabinete de Comunicação e Imagem da Sonangol E.P, datado de 23 de Novembro de 2016.

Assim, será oferecido a cada trabalhador um cartão de consumo que poderá ser utilizado em espaços comerciais pré-seleccionados em todo país.

Segundo o documento que vimos citando, a “decisão de substituir o cabaz físico pelo cartão de consumo permitiu gerar poupanças significativas, já que elimina os custos associados ao transporte, à logística, ao armazenamento e ao processo de distribuição de cabazes, ao mesmo tempo que evita quebras e perdas de produtos, garantindo a integridade da chegada dos mesmos até ao consumidor final”.

Diz o Conselho de Administração da petrolífera angolana que com esta alteração conseguiu baixar os custos dos cabazes do equivalente a USD 60 milhões para 6 milhões de dólares americanos. “Esta poupança é o resultado de um conjunto de decisões alinhadas que passam pela introdução do cartão de consumo, mas também pela actualização do número de pessoas beneficiadas e pela revisão do valor do plafond atribuído a cada colaborador”, lêse no comunicado.

A nova modalidade de atribuição de cabaz de final de ano aos trabalhadores da petrolífera é extensiva apenas ao pessoal no activo e reformados, abstendo-se a empresa de estender a oferta a outras instituições como foi prática no passado.

A nova modalidade vai permitir a aquisição de “bens alimentares e não-alimentares, têxteis, mobiliário, electrodomésticos, brinquedos, aparelhos de electrónica, consultas de óptica e medicamentos”.

Os cabazes da Sonangol serão fornecidos exclusivamente por entidades selecionadas mediante um concurso para o qual, segundo ainda a nota, foram convidadas várias empresas a participar. Ressalta o comunicado de imprensa que concorreram ao concurso as operadoras nacionais de superfícies comerciais Kero, Nosso Super, Shoprite e Candando, tendo sido seleccionados apenas duas, nomeadamente o Kero e o Candando, pelas “soluções mais competitivas, quer em termos de preços, quer em termos de oferta, qualidade, variedade e comodidade para o trabalhador”.

O Conselho de Administração da Sonangol, E.P. refere que não obstante a “conjuntura internacional e a prolongada baixa do preço de petróleo, conjugada com uma política inadequada de investimentos da Sonangol nos últimos anos”, que resultou numa reduzida disponibilidade financeira que levou a empresa a uma situação vulnerável e adversa, marcada por grandes dificuldades, manter a oferta institucional do cabaz a todos trabalhadores no activo e aos reformados não foi uma decisão fácil.

“Manter esta oferta institucional, neste período de crise, em que a Sonangol atravessa grandes dificuldades financeiras, implicou um exercício cuidado que garantiu a racionalização de despesas e poupanças efectivas, ao mesmo tempo que se preservaram os benefícios e o bem-estar dos colaboradores”.

O Conselho de Administração da Sonangol E.P, presidido por Isabel dos Santos, refere, finalmente que conduziu este processo, investido das melhores práticas e cumprindo os valores de “transparência, rigor, excelência e rentabilidade”, com os quais tem pautado a sua acção desde que assumiu funções na petrolífera angolana.

Nos últimos dias circularam informações nos media que referiam que a superfície comercial Candando seria a fornecedora exclusiva de cabazes a Sonangol depois de ter sido selecionada através de um processo cujos meandros não foram tornados público.

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